segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conhecer para Sustentar – um debate sobre o nosso papel na sustentabilidade das cidades

Quando escrevi aqui no blog sobre a Fundação Bunge, uma das ações citadas foi o projeto “Conhecer para Sustentar”, que diante da tragédia ocorrida em Santa Catarina em 2008, pesquisa a causa de eventos climáticos, procurando entender o que ocorreu na região e propondo ações que promovam o equilíbrio entre a ação e a natureza humana e soluções sustentáveis que minimizem os impactos sociais, ambientais e econômicos.

O resultado desse trabalho de pesquisa é de extrema relevância não apenas para Santa Catarina, mas para todo o país. Em parceria com entidades e diversos especialistas no assunto, foi gerado um kit, o “Conhecer para Sustentar: um novo olhar sobre o Vale do Itajaí”, composto por um livro, um documentário e propostas pedagógicas que, se levadas a sério por esferas governamentais, terceiro setor e sociedade, podem, e muito, fazer a diferença.

Basta imaginarmos como um estudo desses pode ser útil na prevenção de tragédias como a que assolou os estados do Rio de Janeiro e da Bahia há pouquíssimo tempo, devastando famílias e tirando vidas no Morro do Bumba, em Niterói e no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, sem contar as mais de trinta cidades baianas que declararam estado de emergência e os mais de 150 deslizamentos no estado. 

Pois bem, de posse desse estudo, a Fundação Bunge quer agora multiplicar as informações e o conhecimento gerados. E eu, através do blog, tenho a missão de ajudá-la nesta empreitada. Para isso, gostaria de promover um debate junto aos leitores. Pergunto: nós, sociedade civil, cidadãos, o que podemos fazer para evitar as tragédias climáticas, e seus desdobramentos, que assolam as cidades brasileiras de tempos em tempos?

Como evitar que comunidades sejam levantadas em cima de lixões? Como evitar que morros deslizem, que famílias inteiras fiquem desabrigadas ou mesmo que sejam dizimadas? Será que a culpa é apenas na meteorologia ou da nossa falta de educação também? O que é culpa do aquecimento global, o que é culpa do desmatamento, o que é culpa da nossa imprudência?

Levantei algumas questões, mas sei que o problema é muito mais complexo do que apenas não jogar lixo no chão para, assim, não entupir bueiros. E por isso gostaria de saber o que vocês pensam sobre assunto. É claro que esse é um debate que não tem prazo de validade e eu sempre estarei disposta a discutir propostas para melhorar a minha cidade, o meu estado, o meu país. 

No entanto, como a Fundação Bunge vai premiar um leitor com um kit do “Conhecer para Sustentar”, as pessoas que participarem do debate deixando suas opiniões e/ou sugestões na caixa de comentários deste post até o dia 30 de junho estarão automaticamente concorrendo. E mais do que concorrer, estarão contribuindo para, juntos, fazermos deste país um lugar melhor.

Para conhecerem mais sobre o projeto Conhecer para Sustentar: http://www.conhecerparasustentar.com.br

7 comentários:

Geiza disse...

O crescimento populacional, a exploração desenfreada dos recursos naturais, a mudança nos padrões de consumo, a geração de resíduos e poluição são os fatores responsáveis pela crise ambiental pela qual o planeta passa. Se a sociedade não encontar, ou melhor, não buscar caminhos que levem a um equilíbrio entre estes fatores o nível de qualidade de vida das pessoas será cada vez pior, com cada vez menos estrutura para suportar e superar os desdobramentos das catástrofes climáticas que vêm ocorrendo cada vez com mais frequência.
Assim, torna-se urgente a mudança de conceitos, hábitos e regras da sociedade, desde os governos até cada um de nós cidadãos e habitantes deste planeta tão ameaçado. A questão é muito simples, trata-se de nos perguntarmos se queremos e que planeta queremos deixar para nossos descendentes e a partir daí começar agir de forma diferente compequenas ações, que podem parecer insignificantes, mas que somadas às ações de milhões de pessoas podem sim fazer diferença.
Então, eu penso que as pessoas precisam párar para pensar na questão ambiental, buscar informações, entender cada conceito, cada significado, para começar agir, de forma inteligente e eficiente, contribuindo para a sobreviência de cada um de nós, de nossos filhos, de nossos netos, sabendo que para isso, precisamos de todas as outras espécies presentes em nosso planeta.

felipe disse...

Eu acredito que tem solução! Mas entenda, realmente é uma opinião e quais são os problemas disso é difícil saber!

Bom, eu acredito que é importante conter(fins ambientais) as casas em favelas, apesar das pessoas estarem lá sem pagar impostos é impossível e anti ético remove los dos morros. Anti ético pois essas pessoas são as principais mão de obra dos serviços do estado durante todos esses anos e nunca(ou quase) ofereceram um programa habitacional.

Então a minha opinião é investir em desenvolvimemnto para as favelas, criar empresas e comércio ali e empregar as pessoas das comunidades nesses negócios.
Fazer como empresas socias(4ºsetor ou 2,5) que vendem soluções sociais para a comunidade o que ela própria produz. Dessa forma o lucro é reinvestido no negócio para progredir.
Porém, para isso, o governo tem que conseguir entrar e garantir a segurança nas favelas, como as unidades pacificadoras.
Além disso vai ser preciso controlar certas coisas como a especulação imobiliária para que ali não perca o seu carater comunitário.
Precisa se de um Estado presente, sem isso é impossível levar cidadania as favelas e aplicar projetos que possam evitar acidentes naturais como o que conhecemos.

Oferecendo cidadania as próprias pessoas moradoras das áreas de risco serão fiscais do lugar onde moram, meio ambiente.

Luciana Dantas disse...

Prezados
Falo como moradora do Recife e a primeira coisa a se fazer é revermos a ocupação das margens dos rios e a falta de mata ciliares.
Muitas famílias moram "literalmemnte" dentro do rio, no período seco não se nota o perigo que é ocupar áreas que seriam "áreas de escoamento". Infelizmente a falta de política habitacional faz com que, tragédias dessa magnitude aconteçam.

Jose Furtado disse...

A questão colocada é ampla e as alternativas para alterar a situação de forma positiva, são da mesma forma inúmeras. O ponto que gostaria de levantar, no entanto, é o planejamento urbano (ou a falta dele...). Este é um problema crônico de nosso País, onde mesmo as cidades que nasceram planejadas estão sofrendo do crescimento sem planejamento, desordenado. A migração campo-cidade, que parece irreversível, só tem piorado o problema, assim como o aumento da violência urbana que leva à pressão imobiliária pela procura de habitações em novos empreendimentos murados. Estes empreendimentos sâo feitos em locais onde o espaço é mais barato levando ou à ocupação de áreas antes desocupadas, ou a pressão pela redefinição dos padrões de ocupação de áreas já habitadas. Ambas as opções levando a pressões para a alteração do plano urbano estabelecido que, por depender de tramites legais para ser alterado, não consegue acompanhar o ritmo frenético da indústria imobiliária. O que tem sido mais comum de se ver é o poder público ceder a estas pressões e as cidades crescerem desordenada e caóticamente.

greek girl disse...

Concordo em gênero, número e grau que o tema em debate não tem prazo de validade.
Às vezes fico me perguntando se o Brasil vai agir como uma França da vida: esperar seus recursos
naturais se esgotarem para assim estruturar medidas que colaborem para o meio ambiente.
Em meu ponto de vista falta educação/conscientização ambiental em nosso país e em tantos outros lugares do mundo. Sendo assim,
considero que o governo é o melhor meio de expansão da necessidade de proteger o meio ambiente, por meio de políticas
públicas eficientes e eficazes, já que é o ser humano quem deve colaborar, nada melhor que sua conscientização pelo próprio sistema.
Fico impressionada com a falta de iniciativas/atitudes que ajudam e não são sequer trabalhadas. O caso da coleta seletiva
do lixo é exemplar: é algo tão simples, que depende de cada um de nós e que não é incentivada pelos nossos governantes - moro em Brasília,
e fico impressionada com essa realidade.

Kleber Alvarenga disse...

Acho que tudo de nossas ações, com Greek Girl citou, são coisas muito simples de se fazer que mudaria a realidade. Hoje existe Sistema Agricultura que apoia estas iniciativas.

Parabéns pelos comentários.

Att,

Kleber Alvarenga

Kleber Alvarenga disse...

Corrigindo...

Acho que tudo depende de nossas ações, como "Greek Girl" citou acima, são coisas muito simples de se fazer que mudaria muito a realidade. Hoje existe Sistema Agricultura que apoia estas iniciativas.

Parabéns pelos comentários.

Att,

Kleber Alvarenga