segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sustentabilidade também se aprende nos bancos escolares

Sim, sustentabilidade se deve começar em casa. Acontece que por ser algo muito recente, é comum vermos um movimento contrário à lógica, com os mais jovens ensinando aos mais velhos. E onde os mais jovens aprendem sobre sustentabilidade? Ok, a internet tem papel importante, mas as escolas (e aí estendo até às universidades) são fundamentais nesse processo.

A minha experiência com o tema, por exemplo, começou na universidade, quando responsabilidade social ainda era uma baita novidade (não, eu não sou velha e isso nem tem tanto tempo, mas é que o Brasil sempre esteve atrás no conceito) e ainda tratavam isso como marketing social. E nem era o marketing sustentável como deve ser hoje, mas apenas uma ferramenta do marketing clássico. Ah, meu interesse começou quando vi um vídeo institucional da Shell na Mostra PUC (viu como eu não sou velha?)

Pois bem, passado alguns anos desde essa minha experiência, o panorama melhorou bastante. Já vejo muitas escolas ensinando crianças de três, quatro anos sobre conceitos de consumo responsável e economia de recursos naturais. Isso é fundamental porque boas atitudes são frutos de bons hábitos. E é de pequeno que se começa.

Nos bancos universitários alguns cursos já colocaram a disciplina dentro da grade curricular. E mesmo quando a disciplina não é oferecida, diversos estudantes fazem seus trabalhos de conclusão de curso sobre sustentabilidade ou responsabilidade social/ambiental. Sem contar a profusão de cursos abertos, MBAs, mestrados e especializações voltados para o assunto. A própria Fundação Dom Cabral e a FGV de São Paulo possuem centros de estudos de sustentabilidade!

Pensando do ponto de vista do mercado de trabalho, por mais que (ainda) não exista uma graduação específica sobre sustentabilidade, a visão das universidades em oferecer algum tipo de formação teórica é vital para que as empresas possam absorver profissionais qualificados numa área em crescente demanda. E as empresas, atentas a essas necessidades, já vêm firmando parcerias ou criando prêmios que incentivem a produção de conhecimento no assunto.

Na semana passada, no dia 09 de junho, a Nestlé anunciou os vencedores do segundo Prêmio FGV – Nestlé  Inovação em Sustentabilidade. Foram vencedores três estudantes dos cursos de graduação em administração e economia que apresentaram um projeto com foco em embalagens. O prêmio? Para mim a verdadeira inovação. Simples, mas de grande valor para a carreira dos vencedores: um estágio (remunerado) de seis meses na empresa.

Outra iniciativa de igual importância que envolve mundo acadêmico e sustentabilidade corporativa é o Prêmio Varejo Sustentável Wal-Mart Brasil, que caminha para sua terceira edição. Ainda falarei mais dele até agosto, que é quando terminam as inscrições. Mas de antemão, digo que devido ao sucesso das edições anteriores, o prêmio desse ano, antes restrito apenas à esfera estudantil, será ampliado, também, a pesquisadores. Mais informações sobre o prêmio: http://www.premiovarejosustentavel.com.br

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