terça-feira, 7 de abril de 2015

Conteúdo relevante em tempos de internet – conhecendo o passado para entender o presente

Lembram quando divulguei aqui uma parceria da Cengage Learning com a CAPES para a disponibilização de seis bibliotecas internacionais de conteúdo altamente relevante e totalmente gratuito?

Para quem não lembra, as bibliotecas são de publicações da National Geographic, Economist, Financial Times, Gale World Scholar, Nineteenth Century e Sabin Americana. Acontece que a parceria ampliou e mais e mais bibliotecas foram disponibilizadas ao público, sobre os mais diversos assuntos como literatura, relações internacionais e direito. Agora são  17 bibliotecas e uma delas me chamou atenção: Slavery and Anti-Slavery: a transitional archive

Apesar de não ter estudado História, um dos meus livros favoritos é de um dos mais importantes historiadores do mundo, Era dos Extremos, do Eric Hobsbawn. Nesse livro uma das coisas mais importantes que ele escreveu, que é a base para qualquer planejamento estratégico, é que você precisa conhecer o passado para entender o presente e projetar o futuro.

Trazendo a biblioteca sobre escravidão e abolicionismo para esse contexto, é provável que muitas respostas sobre a formação da nossa sociedade estejam lá, em documentos e registros de muito, muito tempo atrás. Para historiadores, cientistas sociais, cientistas políticos e antropólogos, essa biblioteca tem valor inestimável. Para curiosos como eu, é conhecimento. E conhecimento, meus caros, não faz o dedo cair ou dá dor de barriga. Portanto, pode ser consumido sem moderação.

O grande barato dessa biblioteca é que os documentos sobre escravidão não são exclusivos de um período ou uma região. Eles são globais. E não estão apenas em língua inglesa. Para exemplificar, como exercício, coloquei Brazil na busca e mais de 100 documentos apareceram, muitos seculares, tipo, 1600 e bolinha, até documentos “recentes”, como um trabalho acadêmico de Gilberto Freyre de 1963 sobre o anúncio de escravos no Brasil do século XIX.

Pelo que pesquisei sobre essas bibliotecas, em várias partes do mundo o acesso é pago. Aqui a CAPES disponibiliza gratuitamente. E repetindo o que disse a primeira vez que escrevi sobre esse serviço: o grande abismo na internet, não é quem está dentro ou quem está fora. Mas quem pode acessar o que. Por isso o grande valor por todo o trabalho minucioso disponibilizado pela CAPES e pela Cengage.

E para acessar, é bem simples, não precisa de cadastro nem nada, basta clicar na biblioteca desejada e colocar a senha capesnatgeo, que funciona em todas as bibliotecas.

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