sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Derrubando alguns mitos da sustentabilidade

Estava eu passeando pelo portal do MSN em busca de uma possível pauta para o blog e eis que me deparo com uma seqüência de cinco fotos e pequenos textos falando de alguns mitos verdes. Achei que poderia render um bom tema para cá e resolvi escrever sobre isso, já que em diversas ocasiões fazemos ou deixamos de fazer coisas por considerarmos que isso ou aquilo é ou não é sustentável.

O primeiro mito é de que os alimentos orgânicos sempre são a melhor opção. Se pensarmos do ponto de vista do manejo e de que são produtos sem pesticidas ou fertilizantes, sim, é a melhor opção. Mas sem pensarmos que muitas vezes a plantação é em áreas remotas, exigindo longas rotas de entrega, não, não é a melhor opção. Sem contar que frutas de casca grossa são mais resistentes ao contágio dos pesticidas, portanto, não precisam ser orgânicas.

O segundo mito é a de que os carros híbridos são mais ecológicos. Antes de sairmos desesperado para comprar um, perguntemos: precisamos trocar de carro agora? Se a resposta for não, deixe como está, pois mais ou menos impactante, a fabricação de um carro gera transtornos ao meio ambiente. Além disso, é bom refletir até que ponto termos um carro é necessidade ou sinal de status. Se eu moro do lado do metrô e uso transporte público a semana inteira, vale o custo de comprar e manter um carro para usar só nos finais de semana?

O terceiro mito também diz respeito a carros e fala da questão de que desligar o ar condicionado economiza combustível. Sim, é verdade. Da mesma forma que abrir a janela cria resistência maior, fazendo com que o motor trabalhe mais e, conseqüentemente, gaste mais combustível. Não existe uma resposta certa para essa questão. É simplesmente uma escolha. O mundo ideal é deixar a janela não muito aberta e o ar condicionado desligado. Quem for calorento ou morar no Rio de Janeiro...

O quarto mito tem um pouco a ver com o que falei no último post, sobre as empresas acharem que sustentabilidade é plantar árvore. Para as árvores capturarem o gás carbônico da atmosfera, é necessário que elas sejam plantadas próximas à zona equatorial, caso contrário, o resultado é nulo, podendo, até mesmo, haver retenção de calor e elevação da temperatura. Isso tudo sem contar que uma árvore não cresce de um dia para o outro, ao passo que a nossa necessidade é urgente.

O último mito é o que eu mais gosto: a de que levar uma vida sustentável é muito caro. O carro híbrido é mais caro? É. Os alimentos orgânicos são mais caros? São. Comprar produtos com certificação custa mais? Na maioria das vezes sim. Mas por que levar uma vida sustentável não é muito caro? Porque tem a ver com aquilo que eu falo sempre: transformação. Antes de se perguntar “eu quero isso?”, pergunte-se “eu preciso disso?”

Muitas das nossas compras são feitas por impulso. Abra o armário e veja quantas roupas ali você mal usou. Abra a lixeira e veja o quanto de comida ou produtos foram descartados porque passaram da validade. Olhe em volta e veja quanta coisa que você pensa em jogar fora pode ter outra utilidade. Isso é ser sustentável. E ter essa postura não custa dinheiro algum.

10 comentários:

Raphael disse...

Muito legal.Também acho que a sustentabilidade virou moda e não um exame de consciência.
Mas veja, um agrônomo conhecido meu me contou que não come melancia.
Ele fala que na época da colheita, o veneno que usam está no ápice da atividade, pois aplicam duas vezes na produção.Então, cada caso é um caso.Não é pq o vegetal tem casca grossa que é mais seguro que uma couve-flor,por exemplo.

Pedro disse...

senhor autor
me desculpe, mas voce escreveu uma cagada forte nesse texto ai!
a madeira eh basicamente formada de lignina, celulose e agua. tanto a lignina quanto a celulose possuem carbono em sua formula quimica, portanto "sequestram" carbono da atmosfera.
se usar essa madeira para queima, nao estara trazendo beneficio algum, mas se a finalidade for moveis ou papel com ctza estara sequestrando carbono do ar

Julianna Antunes disse...

Senhor Pedro, quando o senhor tiver educação no linguajar, a gente debate o assunto.

Mauricio disse...

Bem...você olha somente para seu bolso, não é? Por isso escreveu besteiras.

1. Os orgânicos são o melhor PRA SUA SAUDE! Acorde! O que “economiza" agora no morango contaminado vai gastar depois com tratamento de câncer, por ex. E ainda vc considera que os pesticidas são aspergidos sobre as plantas pois não sabe nada sobre pesticidas que estão dentro da planta, na seiva.

2. “Se eu moro do lado do metrô e uso transporte público a semana inteira, vale o custo de comprar e manter um carro para usar só nos finais de semana?”. A pergunta que fecha o assunto não diz respeito aos híbridos, mas a maneira maluca que vivemos. Tendenciosa sua conclusão, não é?

3. Mais uma bobagem. Nem precisava ter escrito isso...

4. “Para as árvores capturarem o gás carbônico da atmosfera, é necessário que elas sejam plantadas próximas à zona equatorial, caso contrário, o resultado é nulo,”... cara, vai estudar!! Sou biólogo e se vc pensa somente que as arvores devem ser plantadas por esse este motivo, precisa deixar de escrever.


5. O fechamento da torpeza mental! Possuímos uma maneira de viver em que foram gastas toneladas de $$ para destruir os recursos naturais, acabar com água potável (vc vice sem água?), camada de ozônio detonada (câncer... já ouviu falar?), enfim, meu caro, consertar as ultimas décadas de detonação vai custar, sim, muito $$. E isso temos que começar o mais rápido possível. Vc precisa SIM ajudar a pagar a conta, como todo mundo.

Só o ultimo parágrafo faz sentido, e é a única coisa que saiu boa neste texto.
Mas duvido que vc vá fazer alguma coisa que realmente faça a diferença.
Vc deve pensar como a maioria: “ahhh deixa ficar assim mesmo... qdo eu morrer não levo nada daqui mesmo.. as proximas gerações que se virem pra resolver isso. Quero mais é gastar meu $$ com cerveja e churrasco!” (não é?)

Julianna Antunes disse...

Maurício, vc não sabe contra argumentar sem ser estúpido, mal educado e grosso com as pessoas não? Tem necessidade de entrar no meu blog e querer dar uma de fodão, quando a maioria do que falou não passa de besteira de ecochato?

Se liga do papel ridículo que está fazendo. Não gostou, aprende a criticar ou ignora. Simples assim.

Pelo que percebi, vc só entende o óbvio. Mas inteligência não se vende em feira, nem se aprende em casa, como a educação. Portanto, pra que vou perder o meu tempo refutando cada uma das besteiras que você escreveu, não é mesmo?

Rajiv e Vinita disse...

Juliana...
Sua reação é tipica do ser humano que prega uma "liberdade" de expressão que é distorcida: deseja se "expressar" como bem se quer, falar o que bem quer, da maneira que bem quer, mas o que não quer é ouvir crítica alguma ou uma opinião diversa da sua. Alega então sua "liberdade" ou "não escreva aqui".
Se quer estar em público expondo seus pensamentos sobre o que os outros fazem, esteja preparada para ouvir.
Não fui nem de longe grosseiro. somente expus o que penso e conheço.
Afirmo novamente que falta conhecimento completo no que escreveu.
Um exemplo simples é sobre os organicos: por estarem "longe" das grandes capitais, deixam de ser preferiveis ao consumo? Ora... não ingerir pesticida é um DIREITO e se posso pagar por eles (que são entregues na minha porta) são uma opção OBVIA a minha saude.
Papelao está fazendo você, ao reagir assim, de maneira infantil...
Se você pensa e age buscando uma felicidade que exige que todos concordem com você e aplaudam tudo que faz, está 100% errada!! A vida não é assim. (e tenho certeza que vai apagar este comentário).

Motilah disse...

Concordo com o Maurício ou Rajiv e Vinita comentou em quase sua totalidade. Acrescentaria que em discussões, quando estamos defendendo um ponto de vista, muitas vezes somos bastante enfáticos, diretos e até parecer arrogantes. Por isso acho que o Rajiv teve boas intenções em tentar expor sua opnião sobre o assunto. Não tendo a intenção de te diflamar ou rebaixar. Por falar em arrogância, no sentido de pretensioso e atrevido, assim você foi. Afirmou tantas coisas com tanta veemência que parece ser uma especialista. Especialista de tantas coisas, diga-se de passagem. Mas você até tem uma boa escrita. Só precisa ganhar credibilidade. O que não é fácil.

Ah, eu nem concordaria com o último parágrafo. Qual o limite das nossas necessidades? Cuidado para não voltar 4 mil anos.

Jesael disse...

Oi Juliana,

Educadamente... seu blog foi a pior dica que o Uêba já me deu. Boas intenções com argumentos errados ferram qualquer iniciativa. Você errou nas árvores, errou nos orgânicos, errou em quase tudo. No seu "about" destaca que é jornalista COM diploma. Por favor, não dê mais estas barrigas.

Estude mais sobre orgânicos. Saia um pouco do mundo das frutas (relativamente fácil cultivar de forma orgânica) e pense nos alimentos mainstream : arroz, feijão, soja, milho, trigo. Ah e procure estudar mais como os venenos (não devemos chamar de defensivo) atuam nas plantas, sua fisiologia, enfim... estude.

Udaya disse...

Juliana
Nunca vi um uso de argumentos tão distorcidos quanto aos que encontrei nos seus textos.
Sugestão: tente investigar um pouco mais sobre o assunto antes de expo-los. Você sabia que diversos produtos organicos (frutas, legumes, verduras, etc) podem ser comprados diretamente dos produtores atraves de pontos de distribuição normalmente organizados pelas redes de economia solidária e sem atravessadores? Vc sabia que no levantamento desses produtores para a produçao de cestas organicas é feito um mapa das localidades pra que a produção seja escoada o mais próximo possivel?
Essas são só algumas perguntinhas pra que você possa ir atrás dos mitos disposta a desmitifica-los e nao fazer uma arte barroca em cima deles, com todo o respeito.
Falar em um olhar sustentável requer que tenhamos pelo menos uma noção dos outros olhares que compõe o tema ou discussão e assim não tirar conclusões precipitadas e mal embasadas.

Carol Rodrigues disse...

Nossa!! Para pessoas bem intencionadas em relação ao planeta e à saúde e "educadas/entendidas" como se dizem o tom dos "comentários" está bem estranho.

A sustentabilidade não se faz com verdades abolutas e seus donos egocêntricos e sim com cooperação e humildade.

Sei que a conversa já aconteceu há alguns meses, mas não podia deixar de registrar aqui minha surpresa e tristeza com o tratamento dado à autora.