quarta-feira, 8 de julho de 2020

Susntentaí TALKS 16/07 - Como funciona a área de sustentabilidade nas empresas

No próximo dia 16/07, às 12h30, acontecerá a segunda edição do Sustentaí TALKS no canal do Sustentaí no Youtube. O tema do papo vai ser "Como funciona a área de sustentabilidade nas empresas?"

Pode parecer simples, mas essa é uma dúvida real de pessoas que querem atuar na área, de pessoas que já atuam e gostariam de saber como funciona em outras empresas e de empresas que estão dando os primeiros passos na sustentabilidade.

A verdade é que não há um padrão, e nesse TALKS falarei sobre o que tenho visto ao longo de anos de experiência como consultora e o que considero ideal para que as empresas usem a sustentabilidade na tomada de decisão e na geração de valor.

Ao final da exposição abrirei espaço para que as pessoas façam perguntas e tirem suas dúvidas. Inclusive, é possível mandá-las antecipadamente para contato@sustentai.com.

O evento foi criado no Youtube e vocês já podem ativar o lembrete: https://bit.ly/SustentaiTALKS02

Enquanto isso, aproveite e ouçam o SustentaíCast: https://linktr.ee/sustentaicast

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Sustenta´TALKS - O papel da mulher na sustentabiidade - dia 25/06 no Youtube!

Na próxima quinta feira, dia 25/06, às 12h30 estreia o nosso novo projeto, o Sustentaí TALKS, um programa no Youtube na hora do almoço para falar sobre diversos temas de sustentabilidade. Além do horário, o grande diferencial é que ele vai ser ao vivo e com interação com o público. Todos estão convidados a participar!

Na estreia, o programa vai ser muito especial e com um tema muito importante no ambiente corporativo. O bate papo vai ser sobre o papel da mulher na sustentabilidade. Convidamos seis mulheres incríveis para participar. Olha só que timaço:

Andréa Regina, ex-gerente executiva de sustentabilidade em empresas do setor financeiro;

Fernanda Ramos, analista de sustentabilidade da CNC;

Lullyane Barrero, engenheira ambiental e fundadora da Equilybre;

Maria Cecília Pestana, sócia de Courbana, consultoria de cidades e espaços e sustentáveis;

Rosana Kisil, gerente de sustentabilidade, compliance e comunicação do Grupo Empório Saúde;

Simônica Sidrim, gerente de projetos da FIEAM e professora de sustentabilidade.

6 mulheres, 6 histórias, 6 experiências.

E eu, Julianna Antunes, sócia-fundadora do Sustentaí serei a mediadora desta super conversa!

Não perca na próxima quinta, a estreia do Sustentaí TALKS às 12h30 no nosso canal no Youtube.  Aproveita e clica para ativar o lembrete e não perder esse bate papo incrível: https://bit.ly/SustentaiTALKS01

Até a próxima!

Na próxima quinta, dia 25/06, às 12h30, o Sustentaí relança o seu canal no Youtube por meio do Sustentaí TALKS, um programa ao vivo sobre sustentabilidade na hora do almoço.

Mas mais do que falar do nosso TALKS, queremos falar do primeiro programa, que já chega com um tema forte: O papel das mulheres na sustentabilidade.

O que nos motivou a esse tema foi ver que mesmo sendo, majoritariamente, uma área feminina, as lives que estão pipocando durante a quarentena contam com maior presença masculina, quando não totalmente masculina.

E instigados (por homens) a tomar a ação, nós do Sustentaí convidamos seis mulheres incríveis para falarem de suas trajetórias em sustentabilidade.

6 mulheres. 6 histórias. 6 experiências.

Não percam, dia 25/06 às 12h30 min, o primeiro Sustentaí TALKS. Já deixem a notificação ativada!

terça-feira, 2 de junho de 2020

Quer trabalhar com sustentabilidade, mas não tem experiência?

Esse texto tem três versões aqui no blog e acho importante, de tempos em tempos, trazer novamente a pauta para as pessoas. A primeira versão, que hitou pra caramba, foi escrita em 2010. Três anos depois revisitei o texto e em 2017 dei uma modernizada nele. Acho que faz sentido a essência dele voltar em 2020, principalmente porque a pandemia e quarentena estão fazendo com que muitas pessoas revejam seus valores e o que querem para a vida a partir de um novo normal que se inicia.

Pois bem, quem me conhece ou quem me acompanha por aqui, pelas redes sociais, pelo podcast e pelos grupos de whatsAPP sabe que tenho uma visão bem peculiar de sustentabilidade. Há mais de dez anos, por exemplo, falo que ela não é uma área que começa e termina em si; ela é integradora e trabalha dando suporte aos demais processos da empresa. E foi com essa visão, inclusive, que nasceu a minha primeira empresa, a Agência de Sustentabilidade, uma consultoria focada em desenvolver projetos de sustentabilidade no nível de processos.

Vira e mexe, ainda hoje, recebo mensagem de pessoas me perguntando como fazer para trabalhar com sustentabilidade corporativa. Em quase onze anos de existência desse blog, digo que uns 60% dos e-mails que respondi são de pessoas que entram em contato comigo foi sobre isso. Muitas reclamam que para entrar na área as empresas exigem experiência, mesmo quando ela está sendo formada e mesmo quando a área, apesar do nome, não faz sustentabilidade.

Na primeira temporada do SustentaíCast, acho que o quarto ou quinto episódio, falo exatamente sobre o perfil da área de sustentabilidade, o escopo de trabalho, as competências comportamentais e profissionais que o profissional da área deve ter, as “melhores” formações... Fica a dica para quem ainda não ouviu!

Acontece que mesmo tendo a área em um monte de empresa, ela costuma ser muito hostil a quem não está na patota. Ainda mais em tempos de crise, já que é um dos setores que mais sofrem cortes (falo sobre isso neste podcast). Há, ainda, um fator, digamos, agravante, pois, geralmente, a área costuma ser muito enxuta, já que nem sempre as lideranças da empresa enxergam o valor da sustentabilidade.

Ou seja, poucas vagas que, quando aparecem, ou são ocupadas pelas mesmas pessoas de sempre, ou batem de frente com a falta de profissionais qualificados (e é uma dificuldade real que presencio aos montes, por mais que estejamos falando de uma área que caiu nas graças das empresas há mais de dez anos).

Uma vez, conversando com uma pessoa que fazia um MBA voltado para sustentabilidade, mas trabalhava em algo completamente diferente, falei como ela poderia se tornar interessante para a área. Porque a primeira coisa que aviso é que pós-graduação não vai habilitar ninguém a ser um profissional de sustentabilidade e nem vai ser garantia de emprego. Isso, inclusive, foi uma das coisas que mais me irritou quando fiz um MBA na área, já que a maioria presente estava ali porque queria um emprego e não contribuir com troca de conhecimento.

Julianna, já entendi o cenário, mas gosto de sustentabilidade, quero trabalhar com isso, quero encontrar um propósito na minha vida, mas a maldita falta de experiência tá pegando. O que isso significa? Que meu mundo acabou, que estou condenado a ficar numa área que não quero mais, insatisfeito no trabalho, amargurado com a vida e candidato a uma úlcera?

Calma, jovem, não se desespere.

A principal dica que dou é fazer um trabalho voluntário que proporcione experiência em sustentabilidade. Neste caso, quando falo de voluntariado, não digo ir para uma creche limpar bumbum de criança. Falo da possibilidade de se fazer um voluntariado sustentável e como transformar uma ação meramente filantrópica em algo mais estratégico, que seja bom para organização e bom para você.

Isso pode acontecer de duas formas: seja participando de programas de voluntariado da sua empresa (apesar de ser o tipo de programa que gera muita reputação, ainda mais em tempos de pandemia, realmente não sei como está funcionando agora), seja você mesmo procurando uma instituição do terceiro setor para propor soluções sustentáveis para ela.

Julianna, mas o que seria propor ações sustentáveis num trabalho voluntário?

Por exemplo, já pensou em reestruturar o processo de captação ou criar uma campanha de arrecadação para uma instituição do terceiro setor? Que tal ajudar uma entidade na melhoria dos processos de forma a torna-los ambientalmente corretos? Ou então ser o interlocutor da organização com empresas que impactam a região? Ou cuidar das mídias sociais, gerando conteúdo de sustentabilidade e medindo o impacto do seu trabalho no resultado final da ONG?

Outra sugestão que também dou é aplicar a sustentabilidade na própria área em que você já trabalha. Tá no financeiro? Procure mecanismos ou proponha projetos que envolvam finanças sustentáveis. É do RH? Tem um mundo de ações para se fazer no engajamento interno, em treinamento, recrutamento... Trabalha no marketing, na comunicação, em supply, em IT? Dedique algumas horas da sua vida a como transformar o seu setor em uma área sustentável.

Inclusive, a segunda temporada do Sustentaí no Youtube foi, justamente, sobre como podemos aplicar a sustentabilidade na nossa profissão sem ser da área de sustentabilidade. Teve jornalismo, marketing, economia, arquitetura, gastronomia, gerenciamento de projetos, publicidade, comunicação interna, engenharia química, design, engenharia de produção, moda... Não sei se esqueci alguma. Mas se esqueci, é só procurar na playlist.

Então galera, se vocês realmente querem trabalhar na área de sustentabilidade, mas estão com dificuldades, sugiro seguir algum desses caminhos. Façam isso, gerem resultados e depois coloquem no currículo. Quando essa loucura passar, porque ela vai passar, tenho certeza que terão uma baita história para contar de suas experiências com sustentabilidade.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Palestra online “Sustentabilidade, Inovação e Empreendedorismo”


Com essa quarentena que Deus sabe até quando vai, o Sustentaí está se reinventando, assim como qualquer empresa. Na verdade, a gente já vinha sendo cobrado há bastante tempo para levar o PES, o nosso Programa de Educação para a Sustentabilidade para um ambiente EaD e acabou que a pandemia meio que não deu outra alternativa.

Na semana passada fizemos o nosso primeiro workshop online de mapeamento e gestão de stakeholders. E por workshop entendam que é mão na massa, com bastante atividade com os participantes, por isso a dificuldade de adaptar para o acesso remoto. Foi loucura trazer essa metodologia para um modelo de ensino à distância, mas foi ótimo porque deu o aval para, a partir de agora, fazermos todos os nossos cursos, palestras e workshops online.

Assim, em comemoração ao dia, à semana, ao mês do meio ambiente, no próximo dia 09/06, às 19h, faremos pelo Zoom a palestra “Sustentabilidade, Inovação e Empreendedorismo”, que é a mais requisitadas do Sustentaí. Nela, além de abordar o presente e o futuro da sustentabilidade, mostraremos a importância da inovação para a sustentabilidade e, como juntas, elas já estão impulsionando negócios em um modelo de empresas do século XX. Ao final da palestra abriremos para os interessados em perguntar e debater.

A palestra é, absolutamente gratuita e se a gente alcançar 100 inscritos, eu vou sortear um copo de casca de arroz do Sustentaí. Se tiver 150 inscritos, mais outro copo. Se chegar a 200, mais outro. E pronto. Lembrando que os copos são lindos e super exclusivos. Para efetuar a inscrição, basta preencher o formulário: https://bitly.com/PalestraSustenta%C3%AD




quarta-feira, 13 de maio de 2020

O que o corona vírus tem a nos ensinar sobre sustentabilidade para pessoas e empresas?


Já escrevi há pouco tempo sobre o covid aqui e, inclusive, a pergunta desse post foi mais ou menos o tema do primeiro episódio do SustentaíCast, que começou exatamente na semana em que o governador do Rio de Janeiro instaurou a quarentena, em meados de março. E apesar de já ser um tema relativamente batido, dado que é o que mais vem sendo discutido pelos profissionais de sustentabilidade nos dois últimos meses, sempre procuro trazer uma visão diferente.

Uma das primeiras questões levantadas, e que ninguém ainda tem a resposta, é se a disseminação do corona vírus é ou não fruto de desequilíbrios ambientais causados pelo homem. Simplesmente não sabemos. Outros pontos foram a redução das emissões de gases do efeito estufa, redução de poluição do ar, mares e rios, sem contar redução de atividades industriais intensivas em energia e matéria prima.

Obviamente tudo isso é muito bom, mas, paradoxalmente, sabemos que parar o mundo por muito tempo é absolutamente insustentável. Mas mesmo voltando, a verdade é que quando a pandemia acabar, a economia não será a mesma de meses atrás.

Para entenderem onde quero chegar, vou fazer um resgate de tempo. Eu comecei a palestrar em 2010, inclusive por causa do blog. Desde 2013, pelo menos, eu falo em minhas palestras que a gente ainda vivia no modelo do século XX, e que já tinha passado da hora de virarmos a chave para o século XXI. E apesar de não ter respostas ainda, acredito que essa pandemia vai fazer em alguns meses o que a gente vem postergando há 20 anos.

Eu, particularmente, consigo enxergar muitos legados que podem ser deixados pelo corona vírus para o planeta, para as empresas, para as pessoas. A grande dúvida é se serão mantidos após o fim da pandemia ou se o mundo forçará a ser tudo como antes. Espero que sejam. Espero muito que sejam.

Do ponto de vista individual, acredito que estamos meio que entendendo que não precisamos de tanta coisa para viver. A fartura do século XX nos acostumou a acreditar que bastava ter para ser. Mas não é bem assim. A necessidade está fazendo com que o consumo de forma geral diminua e as pessoas se deem conta que as relações, essas sim, são fundamentais para o corpo e para a alma.
   
E tiro como exemplo o dilema que a maioria dos influenciadores digitais está passando ultimamente. É uma casta criada no século XXI para avalizar um estilo de vida completamente insustentável que vínhamos carregando há décadas e décadas. Aí eu pergunto, salvo raríssima exceção, o que esses influenciadores tem a nos mostrar em tempos de pandemia? O desejo por um estilo de vida que nem a gente quer mais?

Do ponto de vista corporativo, há o legado de coisas simples, como finalmente estamos aprendendo a trabalhar remotamente e isso acaba por impactar em indicadores ambientai, como redução da necessidade de espaço físico, de transporte de pessoas, do custo intangível da (falta de) mobilidade, da melhora na qualidade de vida. É claro que não estou falando para trabalharmos o tempo inteiro de forma remota. Afinal, somos gente. E gente precisa ver gente, estar com gente. Mas imagina o impacto financeiro, social, ambiental se todas as empresas permitissem que seus funcionários fizessem trabalho remoto 1x por semana?

Além da questão da rotina corporativa, vejo uma outra possibilidade de legado do corona para as empresas e essa para mim é, talvez, a mais importante. As empresas tiveram e estão tendo de se reinventar. E rápido. Independente do tamanho, independente do setor. Desde a cafeteria do bairro que agora só pode fazer delivery, até a empresa de exploração de petróleo que viu o covid antecipar o que estava na iminência de acontecer, que é a ruptura do setor a ponto de o preço do barril ter ficado negativo em abril.

O distanciamento social, a queda no consumo, tão impondo não somente uma reinvenção pura e simples; as empresas estão sendo obrigadas a se desmaterializarem. Acontece que isso está começando a impactar no nível de modelo de negócios.

Uma indústria de bebida, cuja maior parte do faturamento vem da venda de cerveja para bares e restaurantes, não vai conseguir compensar essa perda simplesmente fazendo entrega na casa do cliente. Da mesma forma, que não vamos precisar ter 500 mudas de roupas se a vida vai ser mais indoor e parte do trabalho for feito em home office. Também não vamos mais precisar ter a posse do carro e de muitas outras coisas.

Meus queridos, o mundo mudou e mudou forte. A empresa que não perceber isso e não fizer a correlação de sustentabilidade com toda essa bagunça que está acontecendo, vai bater cabeça nas próximas décadas. Se sobreviver até lá.

E a sua empresa, está preparada para o futuro?