quarta-feira, 25 de março de 2015

Até que ponto você quer pagar pela sustentabilidade?

Desde a globalização dos mercados, do ponto de vista da sustentabilidade, o tema mais crítico é a internacionalização das cadeias produtivas. Resumindo, é a terceirização / transferência de fábricas para países onde o custo da mão de obra é infinitamente mais baixo que em países desenvolvidos.

Com legislações trabalhistas praticamente inexistentes, com casos públicos de uso de trabalho infantil e/ou análogo ao escravo, fábricas localizadas, principalmente, no sudeste asiático permitem que grandes marcas mundiais reduzam o custo de sua produção e se “mantenham competitivas” em mercados cada vez mais selvagens.

quarta-feira, 18 de março de 2015

E se os impactos ambientais tivessem um preço?

Uma das coisas que eu mais curto na sustentabilidade é uma ramificação que nem sei se existe com esse nome que vou chamar, que é muito pequena, que é relativamente recente, mas que pode dar muito caldo no futuro: economia da sustentabilidade. Que como toda economia, tem duas grandes divisões: macro e micro.

O que eu mais gosto na “economia da sustentabilidade” é a macroeconomia. Tipo análise de cenários, planejamento econômico, remodelagem de negócios. Tudo isso voltado para sustentabilidade, obviamente. Mas vamos pensar do ponto de vista microeconômico. Como seria a microeconomia da sustentabilidade?

quarta-feira, 11 de março de 2015

O impacto da (falta de) diversidade nas empresas

É imperativo das empresas dizerem que promove a diversidade em seu ambiente corporativo da mesma forma que é imperativo dizerem que sustentabilidade está no DNA. Se isso acontece de verdade, não faço a mínima ideia. Quer dizer, em algumas empresas eu até sei se é só bla bla bla ou se realmente elas trabalham em prol de sustentabilidade e diversidade. Mas a questão é que, discurso ou prática, todas dizem que fazem. TODAS.

Independente das que só falam que promovem a diversidade, pô-la em prática não apenas é uma das bases da sustentabilidade, como também traz uma série de benefícios para a empresa. A começar por pessoas com diferentes histórias de vida, diferentes realidades, diferentes formas de encarar a vida e diferentes formas de encarar os mesmos problemas.

quarta-feira, 4 de março de 2015

O impacto das mudanças climáticas no mundo corporativo

Há um bom tempo o tema mudanças climáticas está na pauta dos países, das academias e de alguns setores empresariais, principalmente o de seguros. Mas basicamente essa análise é restrita ao campo das relações internacionais e limitada a um ponto de vista superficialmente financeiro, tipo, o custo das mudanças climáticas serão de x bilhões de dólares em 2000 e sei lá quanto. Mas como as mudanças climáticas impactam as empresas? O quanto dela diz respeito a você? O quanto dela impacta, especificamente o seu trabalho?

É claro que é bem fácil falar do impacto no setor agrícola, por exemplo. A bem da verdade, apesar de não admitirmos ou não fazermos a correlação, sim, as mudanças climáticas já vêm impactando, e muito, o preço dos alimentos. É claro que entender o impacto no setor de petróleo é fácil. Fácil de entender, difícil de por em prática, diga-se de passagem.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Por que a área de suprimentos é tão importante para a sustentabilidade?

Se a gente pensar na sustentabilidade do ponto de vista de processos, a área mais crítica e mais importante é, sem dúvidas, a de suprimentos. Ok, ok, ok, a área de operações também é crítica, também é importante (como todas, aliás), mas a capacidade de interferência e controle da empresa é muito menor na área de suprimentos e isso a torna fundamental para a sustentabilidade. Porque o risco de dar problema é muito grande. 

Além do alto risco e baixo controle, dependendo do seu tamanho e do seu negócio, o número e o tipo de fornecedores torna a área extremamente complexa. Se olharmos para trás, salvo raríssimas exceções, os maiores escândalos/problemas de sustentabilidade de grandes empresas não aconteceram com elas diretamente, mas por meio de algum fornecedor. Sério que alguém acreditou, por exemplo, que Nike faria uso de mão de obra infantil?