segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

As mudanças climáticas e o quanto isso é da sua conta


Gosto de escrever sobre economia de baixo carbono, mudanças climáticas, emissões de CO2. Gosto mesmo. Mas não é um assunto fácil, confesso. Pelo contrário, é um tema bem pouco digerível no café da manhã. Mas acontece que, devido a sua gravidade, ele precisa ser debatido pelo público médio.  E por mais que o grosso das emissões se dê pelas atividades da indústria e da agropecuária, sim, essa conta também é nossa.

Já comentei em algum post que qualquer coisa gera impacto no meio ambiente e a maioria das atividades gera emissão de gases do efeito estufa. Muito do nosso impacto vai de acordo com o estilo de vida que optamos. E isso não está relacionado apenas ao consumo, mas em como consumimos e como nos relacionamos com o nosso ambiente.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O trabalho voluntário e a sustentabilidade

Por algumas vezes, poucas, assumo, trouxe o tema de voluntariado para o blog. Quem tiver interesse pode conferir aqui: Quer ser profissional de sustentabilidade, mas não tem experiência? e aqui: Voluntariado empresarial sustentável. É possível?

Confesso que não é um assunto constante no meu radar, mas nem por isso ele deixa de ter menos valor. Pelo contrário, é fundamental para a economia de um país (apesar de o PIB não reconhecer isso), é importante para as empresas que promovem o voluntariado corporativo, é vital para as instituições que recebem os benefícios desse trabalho e é tudo isso junto para quem pratica o voluntariado. E é sobre este último que quero falar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O ISE Bovespa, o GRI, a Renner e o trabalho escravo

Eis que na semana passada surge mais um escândalo de grande empresa conhecida pela população que faz uso de mão de obra escrava ou análoga a tal. No caso a Renner. Infelizmente isso não me choca mais. Assim como também não me choca as desculpas esfarrapadas de que a culpa não é dela, bla bla bla, foi na cadeia de fornecedores, bla bla bla, somos uma empresa ética, bla bla bla, comprometidas com a sustentabilidade e bla bla bla.

Sabe o que me chocou? A empresa acabou, eu disse ACABOU de entrar no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa. Quando eu digo acabou de entrar é acabou de entrar mesmo. Quer saber a ironia? Isso aconteceu exatamente um dia antes da mídia anunciar a multa de 2 milhões de reais da empresa. Parece piada, não? 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Como a sustentabilidade pode impactar (positivamente) os processos de uma empresa?

Estava relendo o paper Sustentabilidade 3.0: a proposta para um novo modelo de gestão, e lá no final eu mostro uma tabela de como os processos das empresas, de uma forma generalista, podem tirar proveito da sustentabilidade. Isso sem levar em conta os benefícios sociais ambientais, como, por exemplo, menos emissão de carbono ou menos conflitos agrários. É uma análise bem simplista pela ótica da gestão empresarial no modelo atual, que não pensa nas externalidades.

Essa tabela foi feita há quase quatro anos. Salvo algumas pequenas alterações, os benefícios continuam os mesmos. Daí compartilho a breve atualização que fiz e peço a quem se interessar, que colabore para que ela possa ficar mais completa.

E aí o que vocês acham? A cada sugestão, a ideia é atualizar a tabela.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A sustentabilidade como um tema de segunda classe nas empresas

Intrigada com os recentes desdobramentos da operação Lava Jato, que culminaram com a prisão dos corruptores, me senti tentada a procurar o relatório de sustentabilidade da Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, IESA, Mendes Junior, Queiroz Galvão, OAS e UTC para ver o que era falado sobre corrupção. Porque, convenhamos, ler missão, visão e valores era piada pronta.

Pois bem, sanei a tentação e, confesso, fiquei chocada. Camargo Corrêa, IESA, Queiroz Galvão, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Junior, e UTC, nenhuma, eu disse NENHUMA delas possui relatório de sustentabilidade. A única que possui é a OAS e mesmo assim só publica de dois em dois anos.