quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A sustentabilidade como um tema de segunda classe nas empresas

Intrigada com os recentes desdobramentos da operação Lava Jato, que culminaram com a prisão dos corruptores, me senti tentada a procurar o relatório de sustentabilidade da Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, IESA, Mendes Junior, Queiroz Galvão, OAS e UTC para ver o que era falado sobre corrupção. Porque, convenhamos, ler missão, visão e valores era piada pronta.

Pois bem, sanei a tentação e, confesso, fiquei chocada. Camargo Corrêa, IESA, Queiroz Galvão, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Junior, e UTC, nenhuma, eu disse NENHUMA delas possui relatório de sustentabilidade. A única que possui é a OAS e mesmo assim só publica de dois em dois anos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Perspectivas para o setor de petróleo e gás numa economia de baixo carbono

Quando se fala em fazer a transição de uma economia baseada em combustíveis fósseis para uma economia de baixo carbono, duas questões-chave vêm à tona: o pico do petróleo e as mudanças climáticas. São duas premissas polêmicas e relativamente incertas, mas que podem impactar as empresas do setor de petróleo e gás em médio e longo prazo. 

A economia de baixo carbono ganhou força a partir da COP-3, em 1997, com a assinatura do Protocolo de Kyoto pela maioria dos países desenvolvidos. O conceito se fundamenta numa economia onde os setores produtivos minimizam as emissões de gás carbônico através de eficiência e inovação de processos e na utilização de recursos energéticos de matriz renovável. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos como catalizadora de mudanças


Já escrevi aqui em algumas oportunidades a respeito da sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A menos de dois anos do maior evento esportivo do planeta, volto ao tema. Uma tecla que sempre bati sobre esse assunto, é o potencial de mudança positiva que os Jogos são capazes (e devem) de proporcionar para as cidades-sedes.

Temos grandes exemplos de mudança positiva impulsionados pelos Jogos, como Barcelona 1992 e Sidney 2000. Mas aí que há cinco anos a oportunidade veio para nossa casa. E a dúvida é: mais do que simplesmente realizar um evento inesquecível, como fazer do Rio 2016 um marco para a sustentabilidade do Rio de Janeiro e do país?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Desmistificando os adoçantes

Quando falo a palavra rotina, muita gente torce o nariz. Rotina é fundamental para qualquer pessoa. Ela permite planejamento, ela minimiza surpresas desagradáveis e ela te dá disciplina para fazer qualquer coisa. Por exemplo: sem uma rotina com horário para acordar e se alimentar, você acha que conseguiria ter saúde? Sem uma rotina você acha que conseguiria tempo para se divertir (com qualidade) ou fazer uma atividade física ou procrastinar, que seja?

Pois bem, fiz toda essa introdução enrolatória apenas para dizer que escrever sobre os encontros da Coca-Cola já virou rotina. Da boa! E a última rotina aconteceu no final de outubro e foi na sede (aquela que tem a vista mais horrível do universo) da Coca. O tema? Adoçantes.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mas afinal, o que é economia de baixo carbono?


A grosso modo, economia de baixo carbono se fundamenta numa economia onde os setores produtivos minimizam as emissões de gases do efeito estufa, principalmente o gás carbônico. Isso se dá através de eficiência e inovação de processos e na utilização de recursos energéticos de matriz renovável.

O conceito parte do princípio de integrar as atividades primárias, a manufatura, o transporte, dentre outras atividades, a diferentes tecnologias que permitem a produção de energia e materiais com pouca emissão de GEE. Somado a isso, a economia de baixo carbono também procura fortalecer ações voltadas para reutilização e reciclagem de materiais e resíduos.

Quando a gente fala de economia de baixo carbono, a consequência direta é o impacto nas mudanças climáticas. Apesar de ser discutido há bastante tempo por técnicos e especialistas, foi a partir da COP-3 que as pessoas passaram a entender o tamanho do problema.