O papel do goveno diante dos desastres ambientais no Brasil

Por que é mais vantajoso para as empresas correrem o risco de causarem um desastre ambiental do que cumprir as leis no Brasil?

Palestras de sustentabilidade via Periscope

Você quer assistir palestras de sustentabilidade online?

O que significa para o Brasil, para a Petrobras e para a sustentabilidade o petróleo barato?

Qual o impacto do preço do barril do petróleo no país e no nosso modelo energético

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O papel do governo diante dos desastres ambientais no Brasil

Não sou muito entendida em legislação ambiental, mas sempre ouvi falar que as leis brasileiras para o meio ambiente são muito boas. Não sei o que exatamente isso significa, pois sou uma pessoa muito mais voltada para a prática do que a teoria. E a prática me diz que tem alguma coisa errada.

Em dois meses, vimos passivamente dois desastres, sendo um muito, muito grande e o outro muito, muito estranho. O rompimento da barreira de rejeitos lá em Mariana tem proporções catastróficas. Fala-se de multa de não sei quantos bilhões, mas a verdade é que o que aparece na mídia é a população e o meio ambiente jogados ao relento enquanto empresa e governo decidem o que vai ser feito. Dois meses e, sequer, se sabem a causa do rompimento.

Há pouco mais de dez dias, uma nuvem tóxica pairou sobre o céu do Guarujá por conta de um vazamento de gás ocorrido em contêineres da empresa Localfrio, intoxicando não sei quantas pessoas e levando à morte uma idosa que morava próximo ao local. A empresa diz que o problema ocorreu por conta da água da chuva que entrou dentro dos contêineres, como se chover fosse algo tão raro que não devesse entrar no planejamento de risco da empresa.

A lama da Samarco e a nuvem tóxica da Localfrio são dois casos recentes. Mas problemas ambientais ocorrem aos montes no Brasil. E aí pergunto, cadê a legislação brasileira que é muito boa? Não sei dizer o volume de dinheiro que o IBAMA e os órgãos competentes já aplicaram em multa, mas pergunto: quanto, efetivamente foi pago? Também não sei dizer quanto, mas digo com absoluta certeza que foi uma ninharia.

Tem um caso muito marcante para mim que sempre cito em minhas palestras e cursos por aí. Não sei se lembram, mas em 2011/2012 a Chevron foi responsável por dois acidentes que geraram vazamento de petróleo no Campo de Frade, em Campos. Na ocasião a Chevron demorou alguns dias para perceber o vazamento, além de utilizar técnicas inadequadas de contingenciamento. O caso ainda está em trâmite na justiça. Mais de quatro anos depois.

Mas enfim, por que a história da Chevron me chamou tanta atenção? Por causa dessa notícia...

Link para a matéria: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/11/chevron-espera-que-anp-reconsidere-punicao.html
Entenderam a posição da Chevron em relação ao acidente? Ela provoca um desastre ambiental, a ANP quer cassar a licença por isso e como resposta ela ameaça tirar investimentos. Fizeram alguma analogia com os acordos de leniência que o governo quer fazer com as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato a título de minimizar o impacto na economia?

Aliás, por um acaso, alguém se lembra do Prefeito de Mariana, o mesmo que foi chorar pitanga na COP-21 enquanto o desastre estava no auge, falando em entrevista para a TV logo após o rompimento da barreira, que mesmo com todo o ocorrido, a Samarco era uma empresa fundamental ao município, já que 80% da arrecadação da cidade vinha de atividades de mineração?

Alguém aqui se lembra do escândalo contábil da Enron, em 2001, que com o aval da Arthur Andersen criou relatórios fictícios para manipular o preço de suas ações? Além do corpo executivo de ambas empresas terem sido presos, as empresas foram dizimadas do mercado. Perceberam a diferença de postura?

De que adianta termos uma legislação ambiental restritiva, de termos um processo de licenciamento que pede até a alma da mãe dos envolvidos, se o governo é leniente com as empresas, perdoam multas, não punem apropriadamente e pior, sequer fiscalizam? Será que no desastre de Mariana não teve nenhum técnico do governo que não tenha visto que as barreiras estavam com problema? Isso simplesmente não acontece de um dia para o outro!

A questão é que de nada resolve termos coisas bonitinhas no papel. Enquanto a prática não for levada a sério, as empresas vão continuar correndo os riscos, pois é mais barato deixar o problema acontecer do que fazer a coisa certa desde o início. A nossa justiça é lenta, é mãezona e os próprios órgãos públicos competentes costumam relevar tudo e além de fazerem vista grossa aos problemas evidentes.

E enquanto isso a população impactada e o meio ambiente padecem.

** Editando **: Parece que foi combinado, mas só depois de ter escrito é que vi essa matéria, que só corrobora o texto acima:

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/01/vale-recebeu-19-multas-no-es-em-15-anos-e-nao-pagou-nenhuma.html

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Palestras de sustentabilidade via Periscope

Desde que voltei com as palestras de sustentabilidade, muita gente tem me perguntado se há a possibilidade de eu transmiti-las online. Na verdade, isso era uma demanda que eu já tinha desde que criei o H2 Sustentável em 2011 e pessoas de fora do Rio queriam participar. Nunca dei cabo dessa demanda pois imaginava que para isso fosse necessária uma megaestrutura, com câmera, luz, áudio, link de transmissão e bla bla bla.

Desconectada como sou, nunca passou pela minha cabeça que poderia haver um aplicativo que fizesse transmissão de eventos online. Eis que então descubro (quando todo mundo já estava careca de saber, obviamente) o Periscope, um aplicativo do Twitter, que permite que a pessoa faça transmissões para seus seguidores.

E aí pensei: por que não usar a ferramenta para atender um pedido que as pessoas me fazem há tempos, disseminando ainda mais o conteúdo de sustentabilidade e gerando um alcance maior do que as palestras físicas?

Com base nessas premissas, criei um canal no Periscope e a partir da última semana de fevereiro farei transmissões mensais de palestras de sustentabilidade. Como a dinâmica do aplicativo não permite muita frufruzice (já que ele só dá para transmitir por celular), a ideia é que eu faça a palestra sem mostrar os slides, que depois, caso os participantes tenham interesse, podem ser enviados por email. Informando que ela fica disponível no aplicativo por 24 horas!

Enfim, no post onde falo especificamente das palestras, explico tintim por tintim o porquê de fazer isso. Quem quiser dar uma olhada nas razões, é só clicar aqui. E nada mais justo que, havendo a oportunidade, eu possa falar sobre sustentabilidade para pessoas que não estejam fisicamente perto de mim.

Resumindo: para acompanhar as palestras, é necessário que vocês tenham o Periscope instalado no celular de vocês (tentei baixa-lo no tablet e não foi possível) e me sigam por lá. É o mesmo perfil do Twitter: @sustentavell (com dois L). Ainda vou definir data e horário certinhos, mas a ideia é criar uma rotina de palestras, sempre no mesmo dia e no mesmo horário. Aviso aqui e pelas redes sociais (Twitter // Facebook// Linkedin) quando tiver as informações fechadas.

Ao menos o tema da primeira palestra já está definido: A sustentabilidade e as armadilhas do greenwashing.

Vou procurar abordar nesse formato temas de grande apelo como marketing e sustentabilidade, comunicação e sustentabilidade, gestão sustentável e afins... tenho outros temas em mente, mas também gostaria de saber a sugestão de vocês. Então, mãos à obra e deixem seus comentários dizendo se curtiram ou não, se vão participar e os temas que vocês gostariam que fossem debatidos.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O que significa para o Brasil, para a Petrobras e para a sustentabilidade o petróleo barato?

Eis que o preço do barril de petróleo chegou a menos de 30 dólares. Apesar de o plano de negócios da Petrobras, lançado na semana passada, projetar 45 dólares para o barril no futuro, a verdade é que não há projeção alguma de alta para os próximos anos. Pelo contrário, com a volta do Irã para o jogo, o preço tende a cair ainda mais.

Mas o que isso significa do ponto de vista da sustentabilidade?

No início do ano passado, quando o preço do barril começou a cair de vez, escrevi sobre o impacto que isso teria nos investimentos em biocombustíveis, que, por uma série de fatores como lobby da indústria de óleo e gás, falta de criação de mercado, falta de regulamentação governamental e afins, ainda é mais caro que a energia suja. Quando escrevi esse texto, o barril custava por volta de 60 dólares.

Mas agora o petróleo está num preço que, dependendo do tipo de exploração, pode torná-lo inviável. E mesmo nas regiões onde ele ainda é encontrado em abundância, torna-se desvantajoso porque a lucratividade é baixa. Lembrando que nos países do Oriente Médio, a economia é basicamente toda voltada para o petróleo e para o funcionalismo público. Que é mantido às custas do petróleo, obviamente. Sem contar a queda mundial de demanda, capitaneada pela China.

Falemos de Brasil. Nossa outrora maior empresa fez em 2007 a descoberta do tal campo de Libra, amplamente divulgado pelo governo como a salvação da pátria, nossa carta de alforria energética diante de um mundo capitalista e opressor. Pois bem, eis que o governo demorou seis anos para fazer o leilão dos poços, quando o petróleo já começava a ter instabilidade de preço para baixo e o shale dava sinais de vida.

Para quem não conhece o processo de exploração de petróleo em pré-sal, digo que ele é bem complexo e bem caro, bem mais caro que as técnicas comuns de exploração. Para ele ser viável, o preço do barril tem de estar, geralmente, entre 60 e 80 dólares. Coisa completamente irreal para um futuro de curto, médio e, mesmo, longo prazo.

Ok, pré-sal não rola. Partiu plano B. Que plano B, minha gente? Historicamente a Petrobras mantém uma média de 2% em pesquisa e desenvolvimento para energia limpa. Não sei se sabem, mas a nossa melhor alternativa ao combustível derivado de petróleo, o etanol de cana, teve sua indústria pouco a pouco detonada e só não fechou totalmente as portas porque o governo aumentou o teor de álcool na composição da gasolina.

Cadê o nosso mercado para biocombustível de segunda geração? Temos? Alguém conhece alguma usina que utilize o bagaço da cana para fazer etanol? Conheço uma só. E convenhamos, etanol de cana, de milho de óleo de palma, de qualquer vegetal é tão old school e tão pouco sustentável...

O governo apostou todas as fichas num modelo energético em que todos os países desenvolvidos vêm tentando há tempos se desvencilhar, ainda que o lobby para o petróleo seja pesado. Tirando o etanol, que nem é a melhor opção econômica para o consumidor nos dias de hoje, o que temos de efetivo em relação a combustíveis limpos? Biomassa? Hidrogênio? Algas? Não temos nada.

E aí, qual será a saída? Importarmos 100% do petróleo a 20 e poucos dólares o barril e largamos de vez os combustíveis limpos? Ou invertemos a ordem dos 98/2 de investimento que a Petrobras vem fazendo há anos?


Num cenário apocalíptico, pergunto: dá tempo? Ou caso a era do petróleo tenha finalmente chegado ao fim, estaremos relegados a duas opções: transformar o país numa imensa plantação de cana ou sermos obrigados, mais uma vez, a importar combustível ou tecnologia de países desenvolvidos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A relação de causa e efeito da sustentabilidade

Sustentabilidade não é um tema fácil. Não é fácil porque não é óbvio. É muito mais do que plantar árvore, infinitamente mais que projetos sociais e ambientais, e, obviamente, está muito além de quem recicla o lixo. Para as pessoas entenderem a essência do conceito, muitas vezes elas precisam abstrair. E, convenhamos, isso é difícil pacas. E nem todo mundo consegue. Sabe aquela coisa meio efeito borboleta? Então, é tipo isso.

Relacionando o conceito à sustentabilidade, sempre costumo dar exemplo de que o aumento de um grau na temperatura global pode aumentar, por exemplo, o indicador de violência em Nova York. Ficou maluca, Julianna? Causa e efeito, meus caros, causa e efeito. Eu disse que não era óbvio.

Vamos lá: qual será um dos principais setores afetados pelo aquecimento global? Concordamos que é a agricultura? Instabilidade no setor agrícola, chuvas ou secas constantes, grandes perdas produtivas e financeiras vão fazer o quê? Jogar as pessoas do campo para as cidades. E as cidades, principalmente as de países em desenvolvimento, vão receber cada vez mais fluxo de pessoas (algo relativamente parecido com o que está acontecendo agora na Europa).

Com mais gente nas cidades, haverá uma pressão em serviços públicos de educação, transporte, saúde, habitação, serviço social... assim como haverá pressão por mais empregos, certo? Só que a conta não vai fechar, pois não haverá emprego para todo mundo. E aí o que acontece? Aumento de roubos, furtos, violência...

Isso, meus caros, não vai acontecer amanhã, nem depois de amanhã. É um processo. É lento. E por ser lento, na rotina do dia a dia a mudança não é perceptível. Só nos damos conta mesmo quando a coisa degringola de vez. É por isso que muitas vezes não conseguimos fazer a relação direta de uma coisa com a outra. Mas é assim que a sustentabilidade funciona. A sustentabilidade de verdade.

E do ponto de vista das empresas, quais são os impactos não diretos da sustentabilidade? Para responder a essa pergunta vou contar uma história dividida em duas partes, que já contei aqui em posts distintos. O ano foi o mesmo, 2013.

Pois bem, em 2013 fui a um evento de sustentabilidade e uma das pessoas da mesa redonda era diretora de sustentabilidade de uma empresa de mineração. Fiz a seguinte pergunta: como a empresa lida hoje com questões de sustentabilidade que podem impactar o seu modelo de negócios em longuíssimo prazo, como, por exemplo a logística reversa? A resposta: a preocupação da empresa com a sustentabilidade nos próximos 40 anos diz respeito a esgotamento de minas e impactos sociais e ambientais da atividade.

Juro. Diretora. De sustentabilidade. Tenho testemunhas para quem não acreditar.

Nesse mesmo ano, apliquei para o mestrado de engenharia de produção com ênfase em inovação na COPPE, a escola de engenharia da UFRJ. O tema era justamente esse: o impacto da logística reversa no modelo de negócios das empresas de mineração. Tirei notão na prova, tirei notão na análise de documentos, mas eles detonaram com o meu projeto de pesquisa. Recorri da nota e como resposta recebi que os avaliadores não conseguiram identificar aspectos de inovação na minha proposta.

A proposta: pesquisar como fatores como mudanças climáticas, economia de baixo carbono, regulamentações governamentais, cidades inteligentes, etc poderiam criar condições para facilitar a logística reversa, aumentando a oferta de minério reciclado a ponto de reduzir a demanda por minério virgem, impactando o modelo de negócios das mineradoras e forçando-as a uma mudança.
Entenderam a relação causa e efeito?

E aí, apenas dois anos depois, no final de 2015, me deparei com uma reportagem sobre a Suécia, cujas empresas de mineração estavam mudando o foco e minerando materiais coletados para reciclagem. Vocês conseguiram enxergar aspectos de inovação na proposta de pesquisa que eu fiz para o mestrado e o que as empresas da Suécia estão fazendo?

Assim como esse exemplo da mineração, tem várias outras empresas e setores que parecem ainda não entender a relação causa x efeito da sustentabilidade não em comunidades ou entornos, mas nos negócios mesmo. Falo da maioria das empresas de petróleo, das empresas que sobrevivem apostando na obsolescência programada, falo da indústria automobilística que acha que sustentabilidade do setor é carro que liga na tomada, da indústria de bens de consumo com a escassez da água e por aí vai...

E para finalizar esse texto que está gigante, deixo algumas questões no ar: como as empresas tradicionais, pesadas, burocráticas, lentas, repleta de pessoas com um modelo mental ainda do século XX devem lidar com as verdadeiras questões de sustentabilidade? Como mudar o modelo mental das pessoas que têm poder de decisão? Como fazê-las entender a relação causa x efeito e impulsionar a sustentabilidade corporativa para um novo patamar?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Formando massa crítica para a sustentabilidade - palestras gratuitas em todo Brasil

E eis que o blog volta de férias!!
Palestra sobre mobilidade urbana no projeto social EcoBait
Pois bem, já postei aqui no ano passado, tem um link permanente no blog sobre isso, mas de tempos em tempos é sempre bom trazer a informação de volta. Primeiro para que quem sabe não se esqueça. Segundo para quem não sabe, saber. E terceiro que para tanto quem já sabe, quanto quem soube agora ajudar na divulgação (o:

Para quem já sabe ou para quem ainda não sabe, desde 2010 faço palestras de diversos temas de sustentabilidade em todo o Brasil. Já conheci lugares incríveis por conta disso. Já conheci pessoas incríveis por conta disso. Já tive momentos incríveis por conta disso. Só que de 2014 até meados de 2015, fiz um sabático por conta de compromissos profissionais. Mas estava morrendo de saudades de palestrar e decidi que daria um jeito de voltar. E dei. 

Até então, focava muito em universidades, eventos acadêmicos e empresas juniores. Como sempre olhei para longo prazo, via nesse modelo a oportunidade de formar massa crítica necessária para que quando essas pessoas chegassem ao mercado ou abrissem seus próprios negócios, a sustentabilidade fosse algo acessível, amigável e viável. 

Só que mais do que olhar para frente, vi que a sustentabilidade tem uma necessidade urgente agora e que há necessidade de formação de massa crítica para os que já estão no mercado. Entra ano e sai ano, o tempo vai passando e o conceito que a maioria das pessoas faz sobre o que é sustentabilidade ainda é muito raso e muito atrelado a custo, o que não é verdade. 

Pessoas, vamos combinar que sustentabilidade não é responsabilidade social e nem ambiental, ok? Já estamos em 2016, gente ! 

Mas enfim, o que eu quero dizer é que já no ano passado comecei a estender as palestras para além do ambiente universitário e estudantil, levando-as para empresas, órgãos públicos, instituições do terceiro setor, entidades de classe, congressos, cooperativas, sindicatos e afins. E aí para iniciar o ano, reforço isso para quem já sabe e informo para quem não sabe. 

A coisa funciona assim: a palestra é totalmente gratuita, e caso ela seja realizada fora da cidade do Rio de Janeiro, os interessados ficam responsáveis, apenas, pelo deslocamento e, se necessário, alimentação e hospedagem. 

Antes de alguém achar que estou prostituindo o mercado, não conheço ninguém que viva de palestras de sustentabilidade. Se tiver, me avisem que eu converso com a pessoa e a gente acha um win-win situation. Segundo, para quem não sabe, tenho uma consultoria de sustentabilidade e essa exposição é estratégica, afinal, tudo que falo de sustentabilidade eu coloco em prática no meu trabalho (relaxem que as palestras não são sobre a minha empresa, mas sobre o que sei de sustentabilidade. Que é aplicado nas soluções que eu desenvolvo). 

Terceiro: formação de massa crítica. Já falei lá em cima o quanto isso é importante em longo prazo, mas também o quanto isso é urgente em curto prazo. Se eu ajudo a romper a resistência que as pessoas têm com a sustentabilidade corporativa, eu estou ajudando o mercado como um todo. E quarto: adoro conhecer gente, adoro ir a lugares que nunca fui, adoro falar de sustentabilidade.

Enfim, se você tem/trabalha em alguma empresa, organização social, ONG, cooperativa, entidade de classe, instituição de ensino, órgão público, sindicato, se está organizando algum congresso, se faz parte de alguma empresa júnior e tiver interesse em alguma palestra, é só entrar em contato! 

Os temas disponíveis são (tem vários temas novos em relação ao ano passado): 

  • Comportamento sustentável
  • Comunicação sustentável x comunicação da sustentabilidade
  • É possível ser sustentável sem ter uma área de sustentabilidade na empresa?
  • Engajamento para a sustentabilidade corporativa e gestão da mudança
  • Funcionário sustentável, empresa sustentável
  • Gestão do conhecimento para sustentabilidade
  • O impacto da sustentabilidade no modelo de negócios das empresas
  • O marketing sustentável e as armadilhas do greenwashing
  • O papel do RH na sustentabilidade das empresas
  • O que é sustentabilidade corporativa?
  • Oportunidades de sustentabilidade para as empresas
  • Supply chain sustentável e logística reversa
  • Sustentabilidade além de projetos sociais e ambientais
  • Sustentabilidade esportiva: uma perspectiva além dos Jogos Olímpicos
  • Sustentabilidade e mobilidade urbana
  • Sustentabilidade em tempos de crise
  • Sustentabilidade no mundo das startups
  • Sustentabilidade no setor de eventos
  • Sustentabilidade para micro e pequenas empresas
  • Sustentabilidade para o terceiro setor

E exclusivamente para universidades, eventos estudantis e empresas juniores: 

  • Economia solidária, economia circular, economia compartilhada, economia de baixo carbono, economia 2020
  • Sustentabilidade, inovação e empreendedorismo

Caso o tema do seu interesse não esteja listado, entre em contato para saber se é possível a criação de uma palestra específica. 

Dica: tenho a maior paixão de falar sobre economia de baixo carbono e impactos de sustentabilidade no setor de commodities (o: