quarta-feira, 4 de março de 2015

O impacto das mudanças climáticas no mundo corporativo

Há um bom tempo o tema mudanças climáticas está na pauta dos países, das academias e de alguns setores empresariais, principalmente o de seguros. Mas basicamente essa análise é restrita ao campo das relações internacionais e limitada a um ponto de vista superficialmente financeiro, tipo, o custo das mudanças climáticas serão de x bilhões de dólares em 2000 e sei lá quanto. Mas como as mudanças climáticas impactam as empresas? O quanto dela diz respeito a você? O quanto dela impacta, especificamente o seu trabalho?

É claro que é bem fácil falar do impacto no setor agrícola, por exemplo. A bem da verdade, apesar de não admitirmos ou não fazermos a correlação, sim, as mudanças climáticas já vêm impactando, e muito, o preço dos alimentos. É claro que entender o impacto no setor de petróleo é fácil. Fácil de entender, difícil de por em prática, diga-se de passagem.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Por que a área de suprimentos é tão importante para a sustentabilidade?

Se a gente pensar na sustentabilidade do ponto de vista de processos, a área mais crítica e mais importante é, sem dúvidas, a de suprimentos. Ok, ok, ok, a área de operações também é crítica, também é importante (como todas, aliás), mas a capacidade de interferência e controle da empresa é muito menor na área de suprimentos e isso a torna fundamental para a sustentabilidade. Porque o risco de dar problema é muito grande. 

Além do alto risco e baixo controle, dependendo do seu tamanho e do seu negócio, o número e o tipo de fornecedores torna a área extremamente complexa. Se olharmos para trás, salvo raríssimas exceções, os maiores escândalos/problemas de sustentabilidade de grandes empresas não aconteceram com elas diretamente, mas por meio de algum fornecedor. Sério que alguém acreditou, por exemplo, que Nike faria uso de mão de obra infantil? 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A sustentabilidade impulsionando a transição para um novo modelo de negócios

O tema sustentabilidade corporativa não é novo, muito pelo contrário. Só esse blog tem quase seis anos. Canibais com garfo e faca foi escrito há quase 20 anos. O Clube de Roma data da década de 60. Não podemos esquecer as previsões trágicas de Malthus, lá em 1800 e bolinha. Mas mesmo não sendo nova, a sustentabilidade caminha a passos lentos, muito lentos.

Apesar disso, ainda que devagar, ainda que em crise existencial, ainda que em crise financeira, falar de sustentabilidade pela ótica da melhoria de processos e da eficiência operacional não é nada surreal. Plenamente aceita pela comunidade empresarial nos dias de hoje, essa visão é fundamental quando atrelamos ganhos sociais e ambientais aos ganhos financeiros.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Com o preço do petróleo caindo, qual o futuro dos biocombustíveis?

Por mais que há muito se falem no pico do petróleo, no esgotamento das reservas e no custo cada vez mais alto de extração, a verdade é que o mundo está longe de estar preparado para o fim do petróleo ou para usá-lo com menos frequência. No ano passado, finalmente, o shale entrou no mercado e com isso o preço do barril do ouro negro foi para o ralo. Acontece que do ponto de vista da sustentabilidade, nem em sonho o shale é a melhor saída. Mas é barato.

Por outros motivos que não têm a ver com cenário externo do petróleo, o setor de etanol no Brasil agoniza. E mesmo agonizando, o país conduz pesquisas sobre biocombustível de segunda geração da cana. O que seria isso, afinal? Seria, fundamentalmente, produzir etanol com mais eficiência, já que partes da cana até então não utilizadas, podem virar combustível. Como o seu bagaço, por exemplo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A sustentabilidade do ponto de vista da conservação

Meu primeiro livro de 2015 foi um livro de... sustentabilidade! Novidade, não? Acontece que ultimamente tenho ficado bem seletiva em relação a livros desse tipo, pois a quantidade que já li sobre o assunto me faz, muitas vezes, cair em duas armadilhas: ou o livro é bobo e raso, ou o assunto é batido e não fala nada de novo.

Mas e aí que no final do ano passado ganhei um novo livro de sustentabilidade, Capital Natural. Um livro, diga-se de passagem, cujo título muito se assemelha à minha bíblia de sustentabilidade, Capitalismo Natural. Não sei se a semelhança nos títulos foi proposital, mas achei que faz todo o sentido.