Sustentaí: Se você é estudante de marketing ou publicidade, leia

Quer nos ajudar a construir o Sustentaí? Clique aqui e saiba como

O que a eleição de Donald Trump pode ensinar à sustentabilidade corporativa

O que o personagem mais conturbado da política mundial da atualidade tem a dizer para a área de sustentabilidade nas empresas

O calcanhar de Aquiles da Sustentabilidade

Qual a maior dificuldade de sustentabilidade em uma empresa?

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sustentaí: Se você é estudante de marketing ou publicidade, leia

Eu, Julianna, junto com a Vanessa, que eventualmente escreve aqui, estou começando em 2017 um novo projeto, o Sustentaí. O Sustentaí vai iniciar os trabalhos como um canal de vídeos no Youtube e ao longo do tempo vai ser ampliado para um projeto maior de comunicação da, com e para a sustentabilidade.

Ao contrário do blog, o foco do Sustentaí não vai ser sustentabilidade corporativa, mas sustentabilidade em geral. Sustentabilidade em casa, na rua, na escola, nas profissões, na cozinha, nas viagens, nas cidades etc etc etc. E tudo com uma pegada muito simples, muito leve e muito descontraída. Como a gente acha que a sustentabilidade deve ser.

Além de um conteúdo diferenciado e relativamente novo no Youtube, eu e a Vanessa vamos tratar o canal como uma startup. Faremos uso de métodos de administração, metodologia ágil, gerenciamento de projetos, planejamento estratégico e tudo de melhor que temos de experiência e sabemos fazer da nossa vida.

Só que tem uma coisinha que é o nosso calcanhar de Aquiles: comunicação. Não geração de conteúdo, mas disseminação desse conteúdo. Principalmente no que diz respeito ao ambiente digital. Porque a gente entende de estratégia, de finanças, de planejamento e, principalmente, de sustentabilidade. Mas comunicação, ah, comunicação. Pode parecer estranho, eu, formada na área, estar falando isso. Mas essa é a questão. Eu sou só formada. E numa época que nem existia Orkut. Falta a técnica e o conhecimento digital. Sem contar que depois da graduação minha vibe mudou. Meu lance é fazer conta.

Pois bem, sem muita enrolação, o porquê de estarmos à procura de estudantes de marketing ou publicidade. Não, não é uma vaga de estágio. Ainda não é. É uma proposta, digamos, inusitada. Sei que em muitas faculdades de marketing e/ou publicidade, o trabalho de conclusão de curso pode envolver o estudo de caso de algum produto, seja ele fictício ou não ou o lançamento de algum produto, também fictício ou não. Aí que vem a proposta inusitada.

Não adianta termos um bom produto em mãos, como acreditamos que é o Sustentaí, se as pessoas não souberem dele. Ainda mais sendo um produto voltado para a internet, onde a disputa por um lugar ao sol é cruel e brutal. Marketing digital é um bicho louco, apesar de muita profissionalização, ainda existe muita experimentação e também o fator sorte. O que faz tal conteúdo ou canal viralizar, sem investimento em publicidade, por exemplo?

Mas enfim, resumindo: o Sustentaí quer ser o seu trabalho de conclusão de curso, graduando ou pós-graduando que tenha conhecimento teórico em comunicação digital e interesse em sustentabilidade. A gente quer que você estude o Sustentaí a fundo, defina estratégias e plano de ação, os indicadores que devemos adotar para torná-lo um produto reconhecido. A gente jura que vai ser obediente com tudo, principalmente com prazos!

Para finalizar, essa oferta cara de pau não tem fronteiras ou pré-requisitos. Ou melhor, tem dois únicos pré-requisitos, além do conhecimento em comunicação digital. Primeiro: que 2017 seja o seu ano de formatura. Afinal, a via é de mão dupla e queremos que você arrase no TCC. E segundo: que você seja apaixonado por sustentabilidade. Duh, né, gente!

Se você for do Rio de Janeiro, ótimo, pois poderemos fazer alguns encontros presenciais e você, se quiser, poderá acompanhar as gravações (o café fica por nossa conta!) Mas se não for do Rio, relaxa que não tem problema. A internet está aí para derrubar todas as barreiras. Você pode ser de qualquer lugar do universo, ter qualquer idade, qualquer cor, qualquer tipo de cabelo, qualquer condição social, qualquer peso, qualquer orientação sexual, pode preferir star wars ou star trek. A gente não se importa com essas coisas. Não mesmo.

Então, se você se interessou em nos ajudar a construir esse case, que também será um case de sucesso seu, envie uma cartinha de motivação para contato@sustentai.com até o dia 31 de dezembro de 2016 (sério que alguém vai mandar uma cartinha no dia 31/12?), contando um pouco da sua relação com a sustentabilidade, porque você se interessou pela proposta cara de pau e como você pode contribuir para a construção do Sustentaí. Não precisa mostrar currículo, não precisa falar de experiência na área, nada. É só a motivação mesmo.

É isso. Beijo no coração de todos que leram esse post e desde já fica o agradecimento antecipado aos que se interessarem em participar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O que a eleição de Trump pode ensinar à sustentabilidade corporativa

Não, o título deste post não é uma ironia, muito menos uma piada. Na verdade o título ideal seria o que a política atual pode ensinar à sustentabilidade corporativa. Antes de explicar o título, é bom deixar claro: tenho horror ao Donald Trump e o que ele representa. Seja pelas questões climáticas e ambientais, pela misoginia, pelo protecionismo, pelo preconceito, pelo racismo, pela forma como faz negócios. Só que isso não significa que ele não possa me ensinar algo.

Mas vamos lá: o que Donald Trump tem a ver com sustentabilidade? Na verdade muito pouco. Acho que nada. Apesar disso, sua vitória nas eleições americanas é uma boa oportunidade para quem trabalha com sustentabilidade corporativa, principalmente responsabilidade social, fazer uma análise mais profunda sobre como funciona a área e os resultados que acabam sendo gerados.

Trabalhei muito pouco tempo com RS, mas mais do que experiência, observei muito como ela funciona e tenho talento (modéstia à parte) de aprender com a observação. Para quem não está acostumado com a área, em muitos casos, principalmente na indústria, na maioria das vezes, ela existe como forma de colocar em prática obrigações legais de licenciamento.

Uma empresa de petróleo e gás ou mineração, por exemplo, é obrigada a investir x% do valor do projeto em ações na comunidade. Aí ela injeta muito dinheiro (muito mesmo) em iniciativas de eficácia extremamente duvidosas, mas que atende a lei. Não lembro o valor dessa porcentagem, mas falemos de 0,5%. Coloca aí uns 5 bilhões (estou sendo bem conservadora) para colocar uma mina em operação. Isso significa 25 milhões para ações nas comunidades impactadas apenas enquanto a mineradora está implantando aquela operação.

Numa área de exploração é muito difícil ter uma única empresa operando. Pensem em várias empresas atuando nas mesmas comunidades de sempre. Isso é um problema. Mas é a lei. Somado a isso, não raro, a área de RS ou RC trabalha com metodologias pré-fabricadas que foram desenvolvidas por pessoas que as criaram com a bunda sentada em uma cadeira em um escritório. Pessoas estas que possuem alta capacidade teórica sobre o funcionamento do mundo perfeito e baixa capacidade de entendimento da prática do mundo real.

Por mais que essas metodologias contemplem atividades para “ouvir” o público interessado e isso realmente seja feito, a grande verdade é que há um grande descompasso entre as expectativas das empresas e as das comunidades. É muito fácil uma empresa cair na armadilha do diagnóstico que ela faz de uma comunidade e achar que os gaps ali encontrados são as necessidades daquelas pessoas. Ou simplesmente ignorar diagnóstico, ignorar a dinâmica de funcionamento das pessoas daquele entorno e chegar com uma fórmula pronta porque deu certo em alguma outra operação sua.

Pois bem, o que Donald Trump tem a ver com essa história toda? Mesmo com toda ojeriza que o mundo demonstrou ter por ele, ele soube, como ninguém, ouvir as dores do americano médio. O americano que perdeu seu emprego de baixo valor agregado para o imigrante ilegal, que viu a fábrica da sua cidade ser transferida para a China, o americano cujo interesse é gasolina barata e carro beberrão na garagem. O americano que, infelizmente, não está nenhum pouco interessado em Acordo do Clima e que é a maioria da população.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O calcanhar de Aquiles da sustentabilidade corporativa

Não raro já escrevi aqui sobre o ponto mais crítico da implantação e da operação da sustentabilidade nas empresas: cadeia de fornecedores. Compras. Procurement. O motivo é bem simples: baixo controle da empresa. Por mais que se crie normas, por mais que se exija comprovação de documentos, por mais que eventualmente se faça auditorias, a verdade é que a gente nunca vai saber mesmo se o fornecedor que contratamos é, efetivamente, sustentável.

Imagine uma empresa como a Petrobras em tempos áureos. Ela tem o que? 40, 50 mil fornecedores? Vocês acham que uma empresa tem capacidade de gerenciar a contento a sustentabilidade dessa quantidade de empresas? E desses fornecedores, quantos são estratégicos? Quinhentos? Mil? E se algum deles for fundamental e simplesmente não atender a critérios de sustentabilidade. Faz o que? Cancela contrato e paralisa uma produção, por exemplo, ou se expõe ao risco e reza para tudo dar certo?

Eu e, acredito que, ninguém temos a fórmula para resolver os dilemas de sustentabilidade da cadeia de fornecedores. No entanto, acredito também que há formas para tentar reduzir a criticidade do processo, seja auditando os fornecedores chave (caríssimo), seja exigindo certificações de ISO 14001, SA 8000 e afins, seja exigindo relatório de sustentabilidade auditado e tentando imaginar que isso é suficiente, seja fazendo trabalho de capacitação etc etc etc.

Em 2013, se não me engano, o CEBDS lançou o manual de compras sustentáveis, um guia para ajudar as empresas nesse árduo processo. Em paralelo, disponibilizou uma planilha de Excel para que as empresas pudessem monitorar e controlar os seus fornecedores em indicadores de sustentabilidade que lhes fossem pertinentes. Achei a planilha super válida e muito boa. Mas na vida real das empresas não funciona. Imagina um Excel para monitorar 200, mil, 5 mil fornecedores. Não rola. Em questão de horas ele está desatualizado. E o trabalho é desumano.

E aí que há pouco tempo descobri que finalmente estão lançando uma ISO voltada para compras sustentáveis. Prevista para ser publicada em 2017, a ISO 20400 vai fornecer orientações para organizações implementarem as compras sustentáveis de maneira eficaz, pragmática, consistente e eficiente. Ela é aplicável a empresas de qualquer porte, públicas ou privadas, de qualquer setor e aborda as dimensões política e estratégica.

A ISO 20400 não é uma norma certificável e não aponta requisitos, mas recomendações. Ainda que não forneça uma certificação, ela é de grande importância já que foi feita para funcionar a partir de um padrão internacional. O Comitê de criação da norma é liderado pelo Brasil e pela França e o pontapé foi dado em setembro de 2013. Agora em dezembro será entregue o rascunho final do padrão internacional.

No próximo dia 05 de dezembro, o Rio de Janeiro (\o/) sediará o II Fórum Global de Compras Sustentáveis (Global Forum on Sustainable Procurement). O evento contará com a participação de diversos especialistas, nacionais e internacionais, e tem como principal objetivo discutir a relevância e dos desafios das compras sustentáveis e o papel da ISO 20400.

Para quem tem interesse no tema ou trabalha diretamente ou indiretamente com ele, o Fórum Global de Compras Sustentáveis é uma baita oportunidade para troca de conhecimentos e networking, ainda mais porque eventos de sustentabilidade no Rio de Janeiro são raros. E mesmo que esteja capengando, se a gente pensar que a cadeia de petróleo, que é altamente crítica no que diz respeito à sustentabilidade na cadeia de fornecedores, está basicamente aqui, o evento se torna bem estratégico.

Informações:

Fórum Global de Compras Sustentáveis
Data: 05/12/2016 das 08h30min às 18h
Local: Windsor Atlantica Hotel – Av. Atlântica, 1020 – Copacabana

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Filantropia e sustentabilidade

Acho que o título desse post não retrata exatamente sobre o que vou escrever. Até porque já escrevi algumas vezes aqui sobre a diferença entre filantropia e sustentabilidade. Na verdade esse é um assunto bem claro e bem óbvio. O que eu quero escrever mesmo é sobre o que eu chamaria de, digamos, “filantropia sustentável”.

Filantropia não é um tema novo, pelo contrário, é milenar. Só que nos últimos anos, a tecnologia vem ajudando a leva-la a um novo patamar. Se não me engano, a primeira ferramenta do tipo que apareceu na internet foi a Vakinha online. Ela ainda existe, ela ainda é muito utilizada, mas o que trouxe uma grande ruptura neste modelo foram as plataformas de crowdfunding.

Lá no início o crowdfunding funcionava da mesma forma que uma vaquinha normal. As pessoas ainda estavam experimentando. Quer dizer, ainda tem gente que utiliza dessa maneira e obtém bons resultados. Mas com a maturidade do modelo, as organizações e as pessoas viram o potencial de trabalhar bem uma causa e obter bons resultados a partir desta ferramenta de financiamento/captação.

Acontece que a tecnologia, ao mesmo tempo em que ampliou o potencial de alcance dos projetos filantrópicos, fez com que eles se tornassem muito concorridos. São muitos projetos ou iniciativas disputando muitas vezes o mesmo dinheiro. Um dinheiro que quase sempre é escasso. E o que motivaria uma pessoa, neste caso, a doar seu dinheiro? Basicamente identificação com a causa.

No entanto, para um projeto que precisa de captação para sair do papel ou para se manter, contar apenas com a simpatia das pessoas pela causa é muito pouco. A filantropia pela filantropia, para dar certo, ou a base de engajamento já tem de ser grande antes mesmo do projeto partir para a internet ou o esforço de comunicação e assessoria de imprensa terá de ser gigantesco. Ou então, em casos excepcionais, contar com a sorte de cair nas graças de alguém conhecido e viralizar. Não acho que esse seja o caminho.

É aí que entra a “sustentabilidade” de um projeto filantrópico que vai buscar financiamento na internet. Da mesma forma que tem muitos projetos ruins tentando conquistar a nossa atenção, tem muita coisa boa que aparece nos sites de crowdfunding e muitas vezes peca no modelo de criação da camoanha. Para começar, as pessoas que buscam a plataforma para captar precisam entender a mecânica de funcionamento. Se não tiver recompensa é vaquinha, não crowdfunding. 

Se o projeto quer chamar a atenção de alguém que não apoia aquela causa, é fundamental investir na construção de uma boa história, é fundamental investir em uma boa construção visual e é fundamental pensar em boas recompensas. Sim, recompensas. É um jogo de ganha-ganha. Se não é a minha causa, aquilo não é uma doação e eu não vou dar meu dinheiro para receber um chaveirinho em troca.

Isso pode parecer um tanto quanto frio em se tratando de filantropia e as dicas parecem ser bem básicas. E são. Mas é o mesmo dilema que o marketing passou tempos atrás, achando que o apelo ambiental/social por si só era suficiente para alavancar a venda de produtos tidos como sustentáveis. Acontece que já passou da hora de profissionalizar os meios de captação de projetos filantrópicos na internet e de achar que basta coração bom das pessoas para um projeto se viabilizar.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A sustentabilidade corporativa em suas várias perspectivas

Assim como tudo na vida, as pessoas tendem a buscar um rótulo para a sustentabilidade. Porque é meio ambiente, é responsabilidade social, é viés econômico, é triple bottom line, são projetos, são processos, é planejamento, é sei lá mais o que. A bem da verdade é que sustentabilidade pode ser tudo isso, pode ser qualquer coisa, a partir de qualquer perspectiva. Sério.

Vou exemplificar a partir da minha experiência com a sustentabilidade.

Eu, Julianna, tenho fases dentro da sustentabilidade. Na verdade não deixo nenhuma para trás, vou evoluindo dentro do tema e acumulando conhecimento e visões.

Fase 1: Responsabilidade socioambiental. Quando comecei na área de RSE, por exemplo, de cara vi que ficaria pouco tempo lá, pois sentia profundo incômodo de trabalhar em projetos reativos, voltados para compensação e reputação. Vale ressaltar que é uma atuação importante, é necessária, faz parte de requisitos legais, mas não é para mim. Próxima fase.

Fase 2: Sustentabilidade. Quando comecei a trabalhar sustentabilidade de verdade, minha função era atrelá-la aos processos de negócio/produção da empresa. Não tem como falar de sustentabilidade apenas porque se tem o setor formalizado dentro da empresa. Ou ela está dentro das áreas ou ela é história de ficção. Gostei dessa pegada. Gosto ainda, mas apenas acho que já passou do meu momento. Próxima fase.

Fase 3: Planejamento estratégico sustentável. A-N-I-M-A-L. Considerar a sustentabilidade dentro do planejamento, visualizá-la de forma integrada às áreas, visão sistêmica da empresa, indicadores de performance, metas. Amo. Sempre amarei. Mas ainda assim meu tempo passou, mesmo que seja pouquíssimo praticado pelas empresas e ainda que exista um vasto campo de atuação. Próxima fase.

Fase 4: Economia da sustentabilidade. Olhar a perspectiva da sustentabilidade não só por aspectos financeiros, mas por cenários macroeconômicos, tendências, políticas globais, visões de longuíssimo prazo, lidar com a incerteza das grandes questões mundiais como mudanças climáticas e escassez de recursos, analisar como tudo isso impacta o modelo de negócios das empresas... meu xodozinho. É aqui que quero fincar minhas raízes. No entanto, pelo escopo das empresas, essa visão hoje não é muito discutida.

Não estou falando de Academia, governo, nem organismos mundiais tipo PNUMA ou IPCC. Nesses órgãos a economia da sustentabilidade é algo relativamente bem resolvido. Já tem muita pesquisa, muitos estudos, muitos artigos sobre o custo das mudanças climáticas, da adaptação, da mitigação da perda da biodiversidade etc etc etc.

Meu ponto é: O que isso significa para uma empresa ou um setor por inteiro? O que, por exemplo, significa para a indústria de petróleo e gás ou a indústria automotiva, a resolução alemã de proibir a circulação de carros movidos à gasolina ou diesel a partir de 2030? Como esse nível de sustentabilidade é absurdamente incipiente nas empresas, voltemos uma casa. Daqui a uns 10 anos, quem sabe, a gente avança de novo. Ou menos, eu espero.

Fase 3,5: Inovação para a sustentabilidade. Esta é uma perspectiva que não é nova, mas a verdade é que as empresas nunca deram o devido valor. Para ela existir, no planejamento estratégico de uma organização deve ficar clara a orientação para inovação. E no caso, a visão da inovação para sustentabilidade deve ser muito mais do que um produto como resultado final. Ninguém hoje vai (ou deveria) gastar tempo e dinheiro na pesquisa e no desenvolvimento de um produto de alta emissão de carbono, ou de grande impacto ambiental, por exemplo. Entenderam, empresas de petróleo e gás?

A questão é que praticar efetivamente a inovação para sustentabilidade é ir além de produto sustentável. Significa a integração das novas economias (economia circular, economia compartilhada, economia criativa) ao processo produtivo e/ou ao planejamento estratégico. Significa inovar a partir da mudança que as novas economias vem gerando no mercado, na sociedade e na forma como as pessoas  consomem. Afinal, onde está, por exemplo, a maior inovação para a sustentabilidade: no carro elétrico ou no carro compartilhado?