segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Dicas de sustentabilidade

Não sei se sabem, mas desde o dia primeiro, a nova temporada do Sustentaí é sobre dicas de sustentabilidade. Num formato diferente, os vídeos são mais simples e diários. Acompanhe a saga que vai ao ar até o dia 04 de janeiro de 2018.





Abaixo os primeiros vídeos da nova temporada:








quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Os desafios da economia da energia


Até, digamos, ontem, quando se falava no setor energético, a única instabilidade que vinha à mente da maioria das pessoas era, basicamente, o preço do barril do petróleo. Ok que esse fator foi responsável por grandes guerras e gerou baita crise econômica na década de 1970. Mas a verdade, é que tirando isso, o setor inteiro é muito tradicional, muito constante e muito lento. E todo mundo parecia acostumado com isso. Parecia.

A verdade, é que falar hoje de energia é falar de algo que a gente não sabe como vai ser no futuro. Para entenderem como essa mudança está frenética, há quatro anos a Petrobras estava leiloando o Campo de Libra, uma das maiores promessas petrolíferas do país. Hoje, o preço do barril do petróleo custa menos da metade do que em 2013, o que coloca a viabilidade do campo em risco. Sem contar que o mundo vem pressionando por uma mudança no modelo energético do século XX.

Só para vocês terem ideia do que eu falo, da doideira que está esse setor, em 2015 o parlamento alemão anunciou que a partir de 2030 estaria proibida a circulação de carros movidos à combustão no país. Para um leigo, a notícia poderia não significar nada, afinal, o que é um país com 80 milhões de pessoas na fila do pão, dizendo para o mundo que em 15 anos estaria proibindo a circulação dos carros movidos a alto carbono?

Acontece que esse país de 80 milhões de pessoas manda na Comunidade Europeia e muito do que esse parlamento decide internamente vira regulamentação na região alguns anos depois. E o negócio está tão louco, que a bola de neve veio muito antes do que se esperava. Resumindo, hoje, dois anos depois, temos Holanda, Noruega, Inglaterra, França e, até mesmo, Índia e China, já definindo datas para a proibição de circulação de carros com motor à combustão. E gente, 2030 no setor de energia não é amanhã, foi ontem!

Tirando as regulamentações, temos ainda outros fatores que estão ajudando a mudar o setor, como a tecnologia de carros elétricos, o smart grid e energia renovável. Tudo gerando uma ruptura profunda no setor e gerando também grandes oportunidades para quem quer trabalhar com economia da energia.

E foi pensando nisso que resolvi fechar a temporada do Sustentaí nas profissões com uma entrevista muito legal com o Pedro Ninô, que é economista e trabalha na EPE, a Empresa de Pesquisa Energética. O papo girou em torno da energia, que é o principal insumo do planeta, das oportunidades para os economistas nessa área, o custo das externalidades, economia ambiental...

Oops, não vou estragar a surpresa não, quem quiser saber mais, é só dar um play no vídeo e curtir a entrevista tanto quanto eu curtir fazê-la:






Ah, se você é ou está no Rio, começou hoje o ColaborAmerica, um festival de co-criação de novos modelos econômicos. Amanhã (25/11) vou participar de um painel sobre oportunidades geradas pela economia de baixo carbono às 10h. O festival é gratuito e vocês podem se inscrever aqui: http://colaboramerica.org. Quem puder, vai lá me ver!



terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sustentabilidade e economia

Muita gente me pergunta sobre o que fazer para trabalhar na área de sustentabilidade de uma empresa. Apesar de ser uma área bem multidisciplinar, a verdade é que ela é bem enxuta. Aliás, a bem da verdade mais ainda, é que empresa que faz sustentabilidade na raiz, sequer precisa ter a área de sustentabilidade formalizada. Porque o que venho dizendo nesses oito anos de blog, e que faz cada mais sentido, é que sustentabilidade está nas áreas, nos processos, na inovação e no dia-a-dia da empresa.

Aí, que instigada por essa pergunta que me cerca há anos, levei o tema para a segunda temporada do Sustentaí, que termina nessa semana. Para quem não sabe, o Sustentaí é meu projeto de vídeos de sustentabilidade no Youtube. E o tema central dos vídeos postados nas nove últimas semanas foi de como as pessoas podem trabalhar com sustentabilidade, nas mais diversas profissões, sem estarem na área de sustentabilidade. Simples assim.

Foram dois vídeos por semana, sendo o primeiro com um apanhado geral sobre a área e o segundo com uma entrevista com algum profissional que aplica a sustentabilidade em sua rotina de trabalho sem necessariamente estar na área. Tem vídeo sobre jornalismo, comunicação corporativa, design, marketing, publicidade, gerenciamento deprojetos, engenharia química, gastronomia, arquitetura, moda e engenharia de produção.

Hoje estamos entrando na última semana da temporada. E digamos que eu deixei o filezinho para o final. Quer dizer, pelo menos no que diz respeito ao meu gosto pessoal. O tema desta semana é economia. E afinal, como um economista pode inserir a sustentabilidade em sua rotina de trabalho?

No primeiro vídeo, que está aqui abaixo, falo da sustentabilidade no mercado financeiro, dos relatórios integrados e do microcrédito. Já o segundo vídeo eu falo da economia que mais amo. Só que ele só estará disponível na próxima quinta. Mas se tiver muita curiosidade para saber qual é, basta assistir o vídeo de hoje até o final! (o:


Ah, o último ebook da coleção Panorama da Sustentabilidade estará disponível somente até o final do mês. Se você ainda não baixou, não deixe para a última hora! Basta acessar www.sustentai.com.br/ebook

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Qual o papel da gestão tecnológica na inovação e na sustentabilidade?

Seguindo a trilogia sobre mapas conceituais (leia o primeiro post aqui e o segundo aqui) eis o último capítulo da trilogia sobre mapas conceituais, inovação e sustentabilidade.

Assim como os dois primeiros mapas, este também foi feito para uma disciplina do mestrado Inovação e Mapas Conceituais. No caso eu e minha dupla (a Andreia) tínhamos duas possibilidades: falar da gestão da inovação tecnológica ou da gestão tecnológica da inovação. Optamos pela segunda opção.

Optando pela gestão tecnológica da inovação, a tecnologia não é o objeto principal, mas sim um suporte para a inovação. E pensando no contexto corporativo, é um papel semelhante ao da sustentabilidade, que não precisa ser uma área em si, mas sim cross a todas as áreas. Um dos documentos que usei como base para o mapa, na verdade não é um documento, mas um curso EAD de inovação da USP, bem bom. Deixo aqui alguns links (aqui, aqui, aqui) já que são vários vídeos e para assistir o curso completo basta clicar no perfil da NAGI USP.

Eis o mapinha lindo (clica nele para aumentar):



Pensando na questão de suporte tecnológico, uma dúvida que me bateu aqui. Na verdade já falei disso há alguns anos e vejo como oportunidade para analistas de sistemas e desenvolvedores. Que softwares de sustentabilidade as empresas usam? Arrisco a dizer: nenhum. Não tem. E isso é uma falha gritante. Não é o caso de usar um SAP da vida para fazer gestão da sustentabilidade pois os indicadores são outros se comparados um modelo tradicional.

Como, por exemplo, monitorar indicadores de sustentabilidade na cadeia de suprimentos das empresas? Em 2014, se não me engano, o CEBDS lançou um manual que continha uma planilha para monitoramento indicadores de sustentabilidade para fornecedores. PLANILHA. EXCEL. Além da trabalheira da porra de inserir todos os dados na planilha, sabe em quanto tempo um arquivo desses fica desatualizado em uma grande empresa? Horas. H-O-R-A-S.

Imagina um sistema em que os próprios fornecedores colocam as informações, sei lá, mensalmente, passíveis de auditoria, e aí o algoritmo faz umas contas doidas, de acordo com a materialidade da empresa, e então classifica com base nos critérios de sustentabilidade, emitindo alertas de risco caso os fornecedores não estejam aderentes? Caramba, isso é lindo! Quem topar fazer, me chama para ajudar a desenvolver!

Então, fica aqui a dica. Seja um sistema completamente do zero, seja alguma funcionalidade adicional em algum sistema que já exista, não há hoje no mercado tecnologia de suporte para a gestão da sustentabilidade. Mas garanto a vocês que há demanda para isso!


** Galera, lançamos na semana passada o quarto e último volume do e-book Panorama da Sustentabilidade. Ele é gratuito e para acessá-lo, basta assistir ao último vídeo da temporada do Sustentai sobre profissões  sustentabilidade. O link para o e-book está na descrição

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Quais os benefícios indiretos de uma empresa que opta pela inovação/sustentabilidade?

Seguindo a trilogia sobre mapas conceituais (leia o primeiro post aqui), eis o segundo texto sobre o tema.

 No período passado do mestrado, fiz uma disciplina chamada Inovação e Mapas Conceituais. Como trabalho final, tive de elaborar dois mapas relacionados a algum aspecto da inovação. Um deles foi sobre os benefícios indiretos de uma empresa que opta por inovar. Esse mapa foi feito em dupla com a querida Andreia e a gente optou a ir pelo caminho dos benefícios intangíveis.

Um dos documentos que usei como base é um estudo da FIEP, que traçou o perfil da inovação industrial no Paraná e é um documento bem interessante de ser lido.

Eis o mapinha lindo (clica nele para ver em tamanho maior:


Ao optar seguir esse caminho dos benefícios intangíveis, uma coisa me chamou atenção. Troquem a palavra inovação, da questão central, pela palavra sustentabilidade. Vocês acham que o mapa conceitual seria diferente?

Vamos pensar aqui: tirando toda a questão legal, tirando a simples reputação, tirando o eu faço porque meus pares fazem, quais são os benefícios que uma empresa que verdadeiramente usa a sustentabilidade como estratégia pode ter?

Processos mais eficientes? Sim senhor. Profissionais mais engajados e mais qualificados? Sim senhor. Acesso a novos mercados e mais facilidade ao capital? Sim senhor. Maior valor de marca? Absolutamente senhor. Maior vantagem competitiva? Mas é claro, senhor!
Poderia justificar aqui cada uma dessas caixinhas para a sustentabilidade, mas acho melhor deixar uma imagem, que vale mais que mil palavras.


** Galera, lançamos o quarto e último volume do e-book Panorama da Sustentabilidade. Ele é gratuito e para acessá-lo, basta assistir ao novo vídeo da temporada do Sustentai sobre profissões  sustentabilidade, que é o de design. O link para o e-book está na descrição.