segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Coca-Cola, Maceió, fábrica verde, ratinhos e afins

Sempre que escrevo algo sobre a Coca-Cola, gosto de deixar bem claro que não tomo refrigerante. Isso em nada interfere a visão que tenho dela, assim como a de qualquer empresa que, por algum motivo,  eunão faça uso de seus produtos. Também gosto de deixar claro que produto e publicidade pouco influenciam na hora de formar minha opinião a respeito de sustentabilidade corporativa.

Pois bem, desde 2010 participo dos eventos relacionados ao Viva Positivamente, que, para quem não conhece, é a plataforma de sustentabilidade da Coca. No ano passado tive a oportunidade de conhecer a fábrica daqui do Rio, juntamente com a fábrica da felicidade, e em setembro desse ano pude conhecer a Solar de Maceió, a primeira fábrica brasileira da Coca-Cola construída já seguindo os preceitos da certificação de construção sustentável do LEED.

Antes que alguém solte o verbo, e muito antes de ter visitado a fábrica de Maceió, já achava a notícia do rato bem estranha. Quem conhece minimamente o processo de envase de uma garrafa pet sabe o quão improvável (para não dizer impossível) é essa história. A menos que o fato tivesse ocorrido, sei lá, em 1930. Se bem que em 1930 não existia garrafa pet. E isso vale para qualquer empresa de bebidas!

Enfim, voltando à visita, eu e um grupo de pessoas muito queridas passamos uma manhã e um início de tarde na fábrica, onde, logo de início, pudemos bater um papo via Skype com o Marco Simões, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola.

Inclusive nesse bate papo, o Marco ratificou uma percepção que tenho e que deveria deixar as empresas de mineração e petróleo (e seus derivados) em alerta, que é a questão da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o avanço da reciclagem no país. De acordo com ele, se o melhor para a indústria de bebidas for comprar matéria prima de origem reciclada, caberá às fornecedoras que utilizam matéria prima virgem mudarem seus modelos de negócios. E quem trabalha nesses segmentos sabem o quão lenta é essa mudança. Principalmente porque estamos falando de megaempresas.

Depois da conversa, fomos visitar a fábrica propriamente dita. Uma das treze unidades da Solar (12 no nordeste + 1 em Mato Grosso), a fábrica de Maceió entrou em operação em 2010 e, como falei antes, foi toda construída pensando na certificação LEED. E o que isso significa? Significa que a localização do terreno influencia a escolha de onde a fábrica será instalada, que a construção deverá fazer uso do reaproveitamento de água, da luz natural, que no terreno deverá ter área plantada, dentre outras questões.

Ah, antes que alguém solte o verbo de novo, não ganhei um centavo da Coca-Cola para ir até Maceió ou para escrever qualquer texto falando bem dela. Escrevo sobre o acredito e o que vejo. Ponto. E o momento MasterCard é quando recebo feedbacks assim:


E se nem assim você acredita, te convido a visitar a Fábrica da Coca aqui no Rio e tirar todas as suas dúvidas sobre qualquer coisa relacionada à empresa com seus próprios olhos, não com a palavra de ninguém. Para isso basta ligar para 0800 021 21 21 e agendar a visita. 


P.S. Foto roubada do Nick Ellis

4 comentários:

ViviGGarcia disse...

Oi, Juliana. Somente uma informação adicional: a fábrica de Maceió é a primeira de refrigerantes a receber a certificação, mas não a primeira do Sistema. A primeira fábrica do Sistema Coca-Cola Brasil a receber a certificação LEED fica em Fazenda Rio Grande, no Paraná. Ela recebeu a certificação em 2012. Lá são produzidos os chás para infusão e solúveis do portifólio da marca.

Julianna Antunes disse...

Vivi, me tira uma dúvida: a fábrica do Paraná foi construída recentemente e em seguida recebeu a certificação LEED ou ela adaptou a construção para receber a certificação?


Porque a informação que tive é que a fábrica de Maceió foi a primeira construída já seguindo os padrões LEED. Ela ainda não tem a certificação. É só para 2014.

Sandra Portugal disse...

Parabéns por fazer parte desse seleto grupo que Vive Positivamente com a Coca-cola! bjs Sandra Portugal www.projetandopessoas.com.br

Milton Maranho disse...

Oi Juliana,sobre o alerta que vc colocou sobre a reciclagem de garrafas PET,mesmo que se atinja um alto percentual de reciclagem.as empresas petroquímicas continuarão vendendo milhares de toneladas de resina PET.pois o PET reciclado não poderá ser totalmente reaproveitado novamento na embalagem de alimentos,portanto a eficiência da LOGISTICA REVERSA de garrafas Pet não é tão alta assim,existemmuitas restrições do ponto de vista de segurança alimentar,principalmente em se tratando de Coca Cola Conpany.