quinta-feira, 16 de julho de 2015

Engajamento, sustentabilidade e protagonismo mundial: o ciclo de vida das embalagens dos defensivos agrícolas no Brasil

Que a agricultura brasileira é referência em todo o mundo, isso não é novidade. Pelo contrário, a cada ano que passa, batemos recordes de produção e somos um dos principais exportadores do planeta. Em tempos de mais de sete bilhões de pessoas e com projeção de chegarmos aos nove bilhões em 2050, ter uma agricultura sólida e consistente nos coloca numa posição globalmente estratégica.

Com o protagonismo da agricultura brasileira no mundo, um mercado que vem crescendo ano a ano é o de defensivos agrícolas. E na rabeira desse mercado, o Brasil encontrou espaço para outro protagonismo. Desde 2005 o país é líder mundial na destinação correta das embalagens vazias dos defensivos agrícolas.

Dentro da cadeia produtiva da agricultura, o descarte das embalagens dos defensivos é extremamente crítico, pois se feito de forma incorreta pode contaminar desde o solo e lençóis freáticos, até causar problemas de saúde em animais e pessoas. Porém, atualmente, 94% das embalagens plásticas primárias (que entram em contato direto com o produto) possuem destinação correta. 



Por força de legislação, indústrias e/ou os registrantes de defensivos agrícolas são obrigados a promover a destinação correta das embalagens vazias dos seus produtos. Para isso, foi criado em 2002 o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, o inpEV, que através do Sistema Campo Limpo, gerencia a logística reversa das embalagens dos defensivos em todo país.

O inpEV é formado pela associação de 100 empresas fabricantes, além de nove entidades do setor agrícola. Para alcançar a liderança mundial, o Sistema Campo Limpo trabalha de forma compartilhada, envolvendo todos os atores da cadeia: distribuidores e cooperativas, agricultores (5 milhões!), indústria e entidades governamentais.

O trabalho realizado pelo inpEV trata de todo o ciclo de vida das embalagens. Ele se inicia com o engajamento dos agricultores, que acontece já no ponto de venda. Na compra do defensivo agrícola, o produtor fica sabendo onde terá de devolver as embalagens vazias. A informação vem impressa na nota fiscal.

Após a utilização do produto, o agricultor deve lavar e perfurar as embalagens para que elas não sejam reutilizadas e então agendar o envio às unidades de recebimento. Lá os funcionários fazem a separação das embalagens que serão encaminhadas para reciclagem ou para incineração.



A efetividade do programa e as informações geradas permitem que a tomada de decisão seja orientada para redução de custos e aumento de produtividade. Isso se dá através de, por exemplo, agendamento eletrônico de devolução de embalagens, sistema logístico focado na otimização dos custos de frete e desenvolvimento de metodologia para recebimentos itinerantes, ampliando a capilaridade do recebimento das embalagens.

Volume de embalagens descartadas corretamente a cada ano (inpEV)

Pela complexidade, pela diversidade e pela quantidade de envolvidos no sistema, o inpEV acabou por se tornar referência mundial em logística reversa e sustentabilidade. Entre 2002 e 2013, por exemplo, a iniciativa evitou que mais de 390 mil toneladas de CO2eq fossem emitidas. Isso é o equivalente a mais de 900 mil de barris de petróleo. Além de todo o trabalho de conscientização de agricultores e a coleta das embalagens, o inpEV também promove educação ambiental para cerca de 230 mil estudantes de escolas públicas em 160 municípios.



Curtiu as informações? Saiba mais em: http://bit.ly/1CGWMYJ




4 comentários:

Paulo Xavier disse...

A insustentabilidade desse processo está no próprio consumo. Produtos que matam milhares de pessoas. O Brasil é campeão em consumo de agrotóxicos. Cadê a ética Sra Juliana Antunes?
Artigo patrocinado?

Julianna Antunes disse...

Ética é eu escrever e dizer que eu recebi por isso, oras!

Não sei se entendeu o texto, mas eu falo do descarte das embalagens. Muito pior seria se além de todo defensivo agrícola, o descarte fosse incorreto.

De qualquer forma, vamos parar de reclamar e fazer alguma coisa para melhorar isso? Eu e você?

Paulo Xavier disse...

Ética e escrever pelo o que recebeu para escrever?
Muito bom!
Entendi o texto, minha senhora. Inclusive o que está por trás das linhas.
O que esse modelo da, nada mais é do que a obrigação ...
Se toca!

Julianna Antunes disse...

Quando você começar a trabalhar de graça a gente volta a conversar.

Ah, o convite para propor mudanças tá de pé.