segunda-feira, 26 de junho de 2017

A jornada empreendedora e a nossa jornada do conhecimento

O Brasil é um país com milhões de micro e pequenas empresas que, juntas, respondem por mais de 25% do nosso PIB e são responsáveis por mais da metade dos nossos empregos formais. Falar de sustentabilidade para esses empreendedores é de grande importância. Desde o básico, como coleta seletiva ou uso racional de recursos naturais, por exemplo, até temas mais robustos como mudanças climáticas e visão sistêmica das empresas.

Quem me conhece, sabe a paixão que tenho pelo empreendedorismo e sabe da minha jornada e dos projetos que me envolvo para alavancar esse espírito nas pessoas, principalmente em mulheres e jovens. E quando a gente pensa em empreendedorismo, diversas são as razões que levam uma pessoa a esse caminho. Vocação, espírito inquieto, uma grande ideia, busca de novos desafios, pivotada na vida e, não raro, necessidade.

Independente dos motivos que tornam alguém um empreendedor, a verdade é que, na maioria das vezes, ele empreende com pouca qualificação. E, não raro, quebra a cara por isso. Não que ache que a pessoa precise ser um grande estrategista ou que a sustentabilidade aplicada ao negócio precisa ser perfeita para a empresa entrar em operação. Mas é nítido que falta conhecimento para as pessoas terem mais sucesso em sua jornada empreendedora.

Se eu perguntar para qualquer um, até minha mãe, que não entende nada de empreendedorismo, sobre onde buscar ajuda para essa jornada, a resposta vai ser quase uma unanimidade: vai no Sebrae. Quem já teve oportunidade de entrar em contato e receber ajuda do órgão sabe a diferença que faz para um negócio. Desde uma qualificação mais simples, até a qualificação em temas mais complexos.

Pensando na jornada do conhecimento, nos próximos dias seis e sete de julho, o Sebrae do Mato Grosso vai realizar o CICLOS, Congresso Internacional de Sustentabilidade. O tema deste ano é o “presente desenhando o futuro”. Se levarmos em conta que estamos passando pela transição da era industrial para a era do conhecimento, esse congresso é mais do que pertinente. O objetivo dele é mapear e discutir cenários e mudanças presentes, suas consequências e desafios para alcançar o futuro desejado pelo mercado e pelas empresas.

O CICLOS contará com várias palestras bem legais e lounges onde os participantes poderão se deparar com assuntos de alto impacto nos pequenos negócios. Os temas são: negócios sociais, finanças, inovação, startups, bioeconomia, cidades e construções sustentáveis, recursos naturais, mudanças climáticas, empreendedorismo e educação e políticas públicas e ética.

Sobre as palestras principais, vale muito informar que Ricardo Abramovay vai falar sobre economia verde (<3 <3 <3 para o Abramovay). Se procurarem aqui, vão ver textos que escrevi sobre o livro dele e sobre coisas que ele fala, principalmente a desmaterialização da economia. Além dele, estarão presentes Carlos Nobre, para falar sobre os desafios para um futuro mais sustentável, Manuel Manga, especialista em liderança evolutiva, Ricardo Peres, especialista em economia compartilhada e, encerrando o evento, o Monge Jorge Koho, que vai abordar o autoconhecimento como ferramenta transformadora dos negócios, do mercado e da vida.

Congresso Internacional de Sustentabilidade para pequenos negócios - CICLOS
Data: 6 e 7 de julho
Horário: 14h às 20h
Local: Centro de Eventos do Pantanal | Cuiabá (MT)
Mais informações e programação completa: https://goo.gl/O8kjaF


1 comentários:

Deccard disse...

<3 para Abramovay!
De todos razões que vc listou para os motivos de empreender, acho que o espírito inquieto é o que mais move e ao mesmo tempo o mais complicado pq parece que ou vc nasce com ele ou não.