quinta-feira, 11 de março de 2010

A sustentabilidade na MRV Engenharia - MRV Sustentável

Empresa que atua há 30 anos no mercado imobiliário e presente em mais de 75 cidades brasileiras, a MRV Engenharia e Participações, assim com todo setor da construção civil, tem uma grande responsabilidade sobre impactos gerados pela natureza do seu negócio. O bom da história é que ela sabe disso. Com uma série de projetos ligados à sustentabilidade, a empresa não apenas faz a sua parte, como permite que seus consumidores também façam, ainda que indiretamente.

Um dos projetos mais legais da MRV tem a ver totalmente com o seu business, que é a construção sustentável. De cara, os empreendimentos utilizam processo construtivo de alvenaria estrutural autoportante, que dispensa a execução de vigas e pilares. Sem a necessidade das vigas e dos pilares, a quantidade de madeira utilizada na obra diminui, além de gerar menos entulho.

Quando há a necessidade de utilização de madeira, como no caso de marcos de portas e engradamentos de telhados, a empresa utiliza material advindo de reflorestamento e com certificação de manejo sustentável. Além disso, parte das obras utiliza areia artificial, feito a partir de resíduos da fabricação da brita, já que a extração de areia natural causa grandes impactos ambientais.

Muitas outrasações são feitas com o objetivo de tornar as construções mais sustentáveis. Mas uma ação em especial da MRV me chamou bastante atenção porque acaba impactando diretamente o consumidor: a utilização de vasos sanitários com caixas acopladas. Uma vez acionado, o sistema consome seis litros de água, muito abaixo do consumo gerado pelo sistema convencional, que varia entre 20 e 30 litros.

De acordo com estudos da ONG Universidade da Água, as bacias sanitárias consomem em torno de 14% da água em uma residência. Para se ter uma ideia do quanto a opção pelo, digamos, vaso sanitário sustentável é importante, apenas em fevereiro, os empreendimentos da MRV economizaram 10,886 milhões de litros de água. Se levarmos em conta que essa opção foi feira pela empresa há 10 anos, façamos a conta do quanto foi economizado desde então.

Outra ação muito impactante que foi adotada pela MRV é a participação da empresa na Bolsa de Recicláveis de Belo Horizonte. A Bolsa, que integra o Sistema FIEMG, promove o intercâmbio e o fortalecimento do setor de reciclagem através de oferta, procura e doação de resíduos. É a velha máxima de que se não serve para um, pode servir para outro num setor onde o lixo gerado nas obras é um dos maiores problemas a serem administrados.

Enfim, coloquei aqui apenas algumas frentes de atuação da MRV. Convido meus leitores a acessarem o portal www.mrvsustentavel.com.br e conhecerem um pouco mais sobre a empresa e suas ações de sustentabilidade.

1 comentários:

Omar disse...

Juliana, parabéns pelo texto. Faltam matérias sobre construção mais sustentável no Brasil, particularmente na produção em larga escala, como é o caso da MRV. Complemento com as seguintes informações: o consumo de água não está diretamente ligado ao tipo de sistema da bacia sanitária (caixa acoplada ou válvula de descarga). O mais importante é o desenho interno da bacia, que define a vazão através do sifão. Essa vazão precisa ser suficiente para remover todos os dejetos num único acionamento de descarga. Se a vazão for insuficiente (fraca), será preciso acionar novamente a descarga, gerando desperdício de água. No século passado, as bacias eram projetadas para consumir 12 litros por acionamento. No início do século, eram fabricadas para consumir de 6 a 9 litros por acionamento. A partir de 2002, o PBQPH (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade da Habitação) exigiu que todas as bacias consumam até 6 litros por acionamento (VDR - Volume de Descarga Reduzido). Portanto, atualmente, isso não chega a ser um diferencial, ao contrário, é uma exigência federal para todos que querem participar daquele programa. Omar de Queiroz.