quarta-feira, 27 de julho de 2011

A construção civil e suas perspectivas em relação à sustentabilidade

Quando a gente fala de sustentabilidade na construção civil, é preciso contextualizá-la a partir de algumas perspectivas. Uma delas é a social. No Brasil, o setor é o termômetro do desenvolvimento do país e gera, atualmente, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mais de 2,6 milhões de empregos diretos. Na perspectiva econômica, sua cadeia produtiva é responsável por cerca de 15% do nosso PIB.

Há, ainda, o contexto da administração, o de um modelo de sustentabilidade corporativa. Neste caso, a gestão se dá da mesma forma que qualquer empresa de outro setor. Estamos falando de processos estruturados de forma sustentável. Marketing, finanças, recursos humanos, comunicação, TI etc. O desafio aqui é o de mobilizar e engajar funcionários a aplicarem o conceito de sustentabilidade em suas atividades diárias.

E por fim há o contexto do produto final, que para a construção civil é de suma importância, pois seu impacto no meio ambiente é muito grande. Para se ter noção do que essa indústria representa, segundo a Civil Engineering Research Foundation (CERF), atualmente, o setor é responsável pelo consumo de cerca de 50% dos recursos naturais do planeta, a maioria recursos não renováveis.

É claro que muito há de ser feito num setor que gera mais de 10% das emissões de gases do efeito estufa e consome 2/3 da madeira natural extraída. É claro que falando especificamente do Brasil, a falta de investimento em políticas públicas orientadas para sustentabilidade dificulta o processo e impacta no custo de uma construção sustentável. Mas algumas iniciativas já despontam por aí.

De alguns anos para cá as certificações voltadas para a construção sustentável se tornaram cada vez mais frequentes. Mais do que um simples diferencial mercadológico, saber que um prédio possui um selo LEED, HQE ou AQUA é a garantia de eficiência energética, de uso racional da água, de qualidade ambiental interna e no entorno etc. É também a garantia que, devido a essa eficiência, mesmo que haja um custo maior no preço da construção, ele se paga com o tempo.

Acontece que mesmo sabendo que futuramente o custo da sustentabilidade de uma obra é anulado, o preço final ainda é determinante na opção ou não pelo modelo. Sejamos realistas. No Brasil, com o mercado da construção civil mais aquecido do que nunca e o programa Minha Casa, Minha Vida levando moradia a populações de baixa renda, a sustentabilidade pode, sim, inviabilizar um negócio. E então, o que pode ser feito?

Mais do que produto, processo ou gestão, sustentabilidade é mudança de valores e de postura; tem a ver com pessoas. Desperdício e geração de resíduos impactam não somente o custo de uma obra, mas também o meio ambiente. Neste caso, a solução está em educar os profissionais da área a trabalharem não somente o conceito de reciclagem, mas também o de reutilização e reaproveitamento do material utilizado. É simples, é básico e é sustentável.

4 comentários:

robinho disse...

Bom dia!
Posso divulgar esse texto em minha página?
robsonpeixoto@ig.com.br
http://www.tumblr.com/tumblelog/robsonsms
http://br.linkedin.com/pub/robson-peixoto/36/7b9/386

Cássia F. Andrade disse...

Oi,
também temos interesse no tema. Gostaria que desse uma olhadinha no nosso site. Tem uma matéria fresquinha sobre energia eólica, seus benefícios econômicos e ambientais.
http://blogprojetonacional.com.br/energia-eolica-nao-e-mais-um-moinho-de-vento/

Obrigada!
Visita lá.
;)

Juhofe disse...

Manual Prático de Gestão Socioambiental
Por: Julis Orácio Felipe

O risco socioambiental é um risco financeiro.

Atualmente, empreendimentos são monitorados ao extremo, não somente pelo poder público como pela sociedade em geral. Para proteção do patrimônio empresarial e sua função social é importantíssimo que o empreendedor fique atento a estes requisitos, sob pena de severas perdas, principalmente perdas financeiras e de imagem empresarial.

Mas como proceder, se a legislação socioambiental brasileira é complexa desde seu nascedouro, nossa Constituição Federal?

A idéia deste curso é orientar assessores e consultores, bem como os titulares de empreendimentos, de como realizar uma metódica atividade de Due Dilligence, ou seja, como verificar se a unidade empresarial atende aos requisitos legais, a fim de dar segurança para a gestão do negócio.

Este método de verificação pode ser aplicado a todo tipo de empreendimento, independente de porte, gerando uma série de produtos que certamente trarão segurança para as operações empresariais.

Contém uma série de planilhas exemplo para execução e monitoramento das atividades e aborda inclusive um método de análise de alvo, também conhecido como análise de partes interessadas, uma moderna abordagem de conhecimento do entorno de empreendimentos, buscando harmonizar a atividade empresarial com os anseios da comunidade em geral, legitimando as operações.

Além de um método de verificação de adequação jurídica é um método que permite o estabelecimento de controles e monitoramentos para uma gestão socioambiental eficaz.

Trata-se de um verdadeiro modelo de implantação de gestão socioambiental à disposição de consultores, auditores e responsáveis pela gestão socioambiental corporativa.

http://www.clubedosautores.com.br/book/50662--Gestao_Socioambiental_Total

Milena disse...

Ótimo post, muito bom o blog! Eu estava pesquisando sobre qualidade de vida e encontrei um site bem interessante: www.cemara.com.br/quero-minha-casa-no-campo/