A pergunta não diz respeito a comportamentos de
sustentabilidade ou conhecimentos técnicos e generalistas que um profissional
deve ter para se trabalhar na área de sustentabilidade. Inclusive já escrevi
sobre o perfil do profissional de sustentabilidade que aos que ainda não leram,
podem conferir aqui.
Quando falo do profissional sustentável, falo do profissional
de qualquer área, de qualquer negócio que é fundamental não porque é o primeiro
a chegar e o último a sair, mas porque gera retorno para a empresa, seja ele
financeiro ou não. É a velha questão do profissional
eficiente x profissional eficaz.
Inclusive, do ponto de vista da sustentabilidade, é o profissional que gera
muito mais resultados qualitativos do que quantitativos.
Vou dar o exemplo da área de suprimentos, essa danada que está
em constante atrito com o resto do mundo. Para as empresas, geralmente, um bom
comprador é aquele que consegue reduzir custos e consegue os melhores preços ou
melhores condições de pagamentos. Vejamos: é muito comum que ao fazer
determinada compra se abra concorrência que é, na maioria das vezes, vencida
por aquela que apresentou o menor preço.
Será que ao abrir concorrência para serviço, o critério de
escolha deve ser preço? Profissionais da área, não me matem, mas sempre brinco
dizendo que o problema de suprimentos é que eles compram serviço com a
mentalidade de quem compra caneta, onde tanto uma que custa um real, quanto uma
que custa noventa centavos, cumprirão as mesmas funções.
Que tipo de problema uma má compra de serviços pode trazer a
uma empresa? Para começar, o mais imediato de todos: dinheiro. O barato que sai
caro. Uma consultoria que fez um planejamento estratégico equivocado, por
exemplo. Dependendo do serviço, pode, até, paralisar uma produção. Um serviço
ambiental ruim que pode ocasionar perda de licença ou a manutenção mal feita
que vai deixar uma linha operacional parada por mais tempo que o previsto.
Outro exemplo: suponhamos que a meta para o pessoal de
R&S em um ano seja preencher 200 vagas. Ao final do ano as vagas foram
preenchidas e o pessoal garantiu o seu lindo bônus. Só que aí o que se vê com o
passar do tempo é que esses profissionais não têm exatamente o perfil da
empresa ou não dão resultado como se esperava ou então que o turnover está alto.
E aí eu pergunto: quanto de dinheiro uma empresa perde por
não ter uma política de retenção ou por ter retrabalho com contratações feitas
erradas? Quanto as áreas que demandaram esses funcionários perdem ou deixam de
produzir porque não foram contratados bons profissionais?
Eu poderia dar aqui inúmeros exemplos do quanto
profissionais eficientes, porém não eficazes, podem gerar impacto negativo em
uma empresa. Mas para finalizar, termino dizendo que um profissional
sustentável, além de eficiente, é fundamentalmente eficaz. Ele cumpre com suas
obrigações e deveres, mas junto a isso gera retornos quantitativos e,
principalmente, qualitativos para uma empresa.







1 comentários:
Juliana, o perfil do profissional sustentável, assim como o do comunicador para uma sociedade sustentável, no meu entender, deve ser o do "saber cuidar" (como já escreveu Leonardo Boff e antes dele Martin Heiddeger).
Ter o cuidado como pressuposto de nossas ações, intervenções e planos é fundamental.
Nosso "futuro comum" depende dessa percepção. Ótimo o seu blog! Feliz 2012!Abs, Gaulia
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