segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pensando em planejamento estratégico sustentável


O blog vai entrar de férias hoje, mas gostaria de deixar um último post como caminho para o que quero mais abordar aqui no ano que vem: a sustentabilidade no planejamento estratégico das empresas. Já falei sobre isso algumas vezes, seja citando o modelo GRI como forma de se colocar em prática esse planejamento, seja falando de como podemos utilizar o conceito junto às ferramentas de gestão, ou mesmo como devemos pensar nos indicadores de sustentabilidade.

O planejamento estratégico é nada mais que um processo onde se formula objetivos e se traça um plano de ações em longo prazo para que estes objetivos sejam alcançados. Apesar de exigir pensamento abstrato de seus idealizadores, ele se fundamenta em muita análise macroeconômica, em muita análise da concorrência e muita análise do próprio umbigo, projetando um cenário para, geralmente, os cinco anos seguintes de onde ou como a empresa gostaria de estar ou ser vista.

Sabe a missão e visão que as organizações tanto alardeiam aos quatro cantos? Pois bem, digamos que elas sejam o primeiro item de um planejamento estratégico e o que vai guiar todo o resto. E aí, entrando na questão de sustentabilidade, seja por motivos de reputação ou mesmo greenwashing, é comum vermos as empresas disseminando para a sociedade missões e visões que contemplem aspectos sustentáveis.

Acontece que planejamento estratégico vai muito além de missão e visão. Apesar de eles serem o pontapé da coisa, é o plano de ações que vai dizer se a empresa está realmente orientada para a sustentabilidade ou se tudo não passa de balela. Ou melhor, não é o plano de ações, é a execução desse plano e o desenrolar dele que vai credenciar uma empresa à sustentabilidade.

A sustentabilidade nunca será real se ela só estiver inserida em alguns momentos da empresa, seja na missão/visão, seja em projetos sociais, seja no relacionamento com stakeholders. Ela precisa estar inserida no processo inteiro, tanto no processo de negócios, quanto no processo produtivo. Além disso, precisa alcançar todos os níveis hierárquicos, principalmente porque o seu maior desafio é o da mudança cultural da organização e das pessoas. E quando falo das pessoas, não importa quem seja, se o CEO ou um operador de máquinas.

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