sexta-feira, 11 de março de 2011

Vivendo positivamente

Não, eu não tomo refrigerante. E isso nada tem a ver com o fato de eu fazer atividade física de alto rendimento. Não tomo refrigerante porque não gosto, assim como não como fast food porque também não gosto. E o fato de eu não gostar de refrigerante em nada afeta a visão que tenho da Coca-Cola, assim como o fato de eu não beber não afeta a visão que tenho da Ambev e o fato de eu não fumar não afeta a visão que tenho da Souza Cruz.

Acho que em quase dois anos de blog está mais do que claro que produto e publicidade pouco influenciam na hora de formar minha opinião a respeito de sustentabilidade corporativa. Muito pelo contrário, simplesmente tenho ojeriza às empresas que a sociedade jura de pé junto que são as mais sustentáveis porque a propaganda delas diz que sim. Acreditem em mim, elas não são.

Pois bem, vamos ao assunto. Em abril do ano passado recebi o convite de conhecer um dos projetos mais emblemáticos de sustentabilidade que eu já tive conhecimento, o Água das Florestas. O projeto é capitaneado pelo Instituto Coca-Cola e executado pela SOS Mata Atlântica, em Itu, Grande São Paulo. O porquê de eu achá-lo emblemático, vocês podem ler ou reler aqui: http://www.sustentabilidadecorporativa.com/2010/04/instituto-coca-cola-e-fundacao-sos-mata.html

Tanto o Água das Florestas como todas as ações de sustentabilidade da Coca-Cola estão, desde 2008, integradas a uma plataforma chamada Viva Positivamente, que trabalha baseada em sete pilares: água, embalagens sustentáveis, energia e clima, comunidade, benefícios das bebidas, vida saudável e ambiente de trabalho. Inserindo a sociedade nesta plataforma, o Viva Positivamente tem como objetivo incentivar um estilo de vida mais saudável, mostrando que simples movimentos do dia-a-dia podem fazer uma grande diferença.

E com esse objetivo de integrar à sustentabilidade da Coca-Cola não apenas a sociedade, mas todos os seus stakeholders, foi lançado no dia 28 de fevereiro a campanha institucional do Viva Positivamente. E dentro da plataforma virtual do Viva Positivamente, ao invés de simplesmente produzir conteúdo próprio ou fazer o que muitas empresas e grandes instituições de sustentabilidade fazem – pegar o conteúdo em sites especializados e divulgar em seu próprio blog, a Coca-Cola resolveu criar uma rede de blogs cujos assuntos estão relacionados ao grande objetivo do programa.

Essa rede conta com 20 blogs que possuem temas variados, desde maternidade e infância, passando por, tecnologia, educação e, adivinhem?, sustentabilidade! Entonces, o Sustentabilidade Corporativa faz parte dessa rede a convite da minha querida amiga Sam Shiraishi, que, por um acaso, conheci quando fui a Itu ver o projeto Água das Florestas.

Deixo aqui meu agradecimento público à Sam e deixo o convite a todos leitores a conhecerem os outros 19 blogs da rede, bem como o portal completo, que tem muita dica e informação boa. http://vivapositivamente.cocacolabrasil.com.br E quem quiser ver minha fotinho: http://vivapositivamente.cocacolabrasil.com.br/colaboradores.html?page=3

2 comentários:

Silvia - Faça a sua parte disse...

Julianna, pois então: achei interessante o programa em parceria com o SOS Mata Atlântica, é um projeto de recuperação real. Mas, para mim, o conceito de refrigerante (e eu nem desgosto totalmente, mas de fato não tenho o hábito de tomar e raramente compro - em festas de aniversário, e só compro por insistência do marido, que diz que não existe festa de aniversário sem refrigerante; se dependesse de mim, só teria água do filtro, água de coco e sucos naturais) em si já é insustentável. Porque é um produto 100% desnecessário. Faz mal à saúde e tem um impacto ambiental muito grande. Todo o processo de produção, por mais que haja preocupação verdadeira com a sustentabilidade, é altamente impactante. Eles não estão fazendo nada mais do que defender o ganha-pão deles ao proteger as águas da região. Afinal, sem água eles não teriam um insumo essencial para produzir.

Se todas as fábricas de refrigerantes do mundo decidissem fechar as portas, o impacto maior não seria ambiental (justo pelo contrário, o meio ambiente só se beneficiaria a longo prazo, com menos exploração de recursos naturais, menos poluição e geração lixo), mas social, já que haveria um índice alto de desemprego.

Eu ainda tenho um certo desconforto de falar em sustentabilidade corporativa quando se trata de produtos altamente desnecessários e, principalmente, que fazem mal à saúde. Por mais que o programa de recuperação das matas seja sério (e eu aplaudo de pé a iniciativa - se eu for "obrigada" a escolher um refrigerante pra comprar, vou preferir a marca que tem um programa de sustentabilidade sério), ainda é uma indústria com impacto ambiental imenso para algo totalmente desnecessário (e maléfico, se considerarmos a questão da saúde).

Meus dois centavos. :-)

Sam (@samegui) disse...

Você é uma graça, Ju, consegue falar sério, de forma competente, mas sem passar uma impressão de dona da verdade.
Parabéns por saber separar ao dizer:
"E o fato de eu não gostar de refrigerante em nada afeta a visão que tenho da Coca-Cola, assim como o fato de eu não beber não afeta a visão que tenho da Ambev e o fato de eu não fumar não afeta a visão que tenho da Souza Cruz."
E reitero: os blogs do Viva Postivamente são mesmo muito bons! Vale ler todo o conteúdo - que, aliás, temos atualizado diariamente por lá.